A vida da professora Maria Wilma Basile Piedade

O advogado angatubense, Luiz Rafael Nery Piedade, enviou uma segunda colaboração para postagem com outro assunto que ele resgatou na sua própria família. É a história da vida de sua avó materna, Maria Wilma Basile Piedade, esposa de Lauro Piedade, e professora da escola Fortunato de Camargo por mais de três décadas. Na sequência , o relato na íntrega de Luiz Rafael:

 

                                                                                                   Maria Wilma Basile Piedade

Maria Wilma Basile Piedade

Nascida na cidade de Angatuba no dia 9 de julho de 1926, Maria Wilma Basile. Filha da professora Euclydia Leite de Souza (Freguesia do Espírito Santo da Boa Vista, 25 de julho de 1902 – Itapetininga, 29 de abril de 1981) e do ítalo brasileiro Raphael Basile (Freguesia do Espírito Santo da Boa Vista, 6 de agosto de 1903 – Angatuba, 6 de agosto de 1989) em uma família de mais 4  irmãos: Paulo Basile (falecido ainda criança); José Wilson Basile (falecido ainda criança); Therezinha Basile (Angatuba, 23 de outubro de 1932) e Maria Luiza Basile (Angatuba, 22 de junho de 1934).


 

Da esquerda para à direita: Maria Wilma Basile, Maria Luiza Basile e Terezinha Basile.

 

Avós maternos: Gabriel de Souza Leite, (Itapetininga, atual Bairro dos Leites em Angatuba, 1870 – Angatuba, 1 de outubro de 1945 – descendente de tradicional família foi vereador e proprietário de terras que se iniciavam no bairro dos Leites e adentravam-se ao bairro da Batalheira – zona rural do município de Angatuba) e de Maria Luiza da Conceição (São Sebastião do Tijuco Preto, atual Piraju, 17 de agosto 1882).

 

Avós paternos: Gaetano Basile, (Cirò, Cotrone, Calábria, Itália, 18 de novembro de 1870 – São Paulo, 31 de agosto de 1957 – conhecido por Caetano Basile – imigrou da Itália e juntamente com seus irmãos, Joseph (José), Giovani (João), Nicodemo, Damião e Letízia (Letícia), ajudou na construção da então Freguesia do Espírito Santo da Boa Vista, atual município de Angatuba) e, da também italiana, sra. Ana Scartollo Basile, (Cosenza, Calábria, Itália, 1878 – São Paulo, 25 de novembro 1971 – conhecida por Ana Scarlet Basile– descendente da Família Scartollo sediada na cidade de São Carlos e proprietários de uma Fábrica de Refrigerantes naquele município).

 

A menina Maria Wilma foi batizada na Igreja Matriz de Angatuba, no dia 5 de setembro de 1926, pelo vigário Amadeu Mendes. Padrinhos: Gabriel Leite de Souza e Julia Leite de Souza – ocasião em que a avó materna já havia falecido.

 

Maria Wilma passa sua infância ao lado dos pais, avós e demais familiares no município de Angatuba. Já alfabetizada vai estudar na cidade de Itu, na Escola Nossa Senhora do Patrocínio. Muda-se para a cidade de Avaré em face da matriarca ministrar aulas naquela cidadee depois, com o retorno da família para Angatuba, vai para Itapetininga para continuar seus estudos no Pensionato das Madres.

 

Segue os belos exemplos de sua mãe, a professora Euclydia Leite de Souza, de sua tia materna, a professora Julia Leite de Souza, do tio paterno, o professor Guaraciaba Amorim (que fez o discurso de lançamento da Primeira Pedra fundamental do Grupo Escolar de Angatuba em 12/06/1920) e dos primos já formados, entre eles, a professora Itália Julieta Basile, formando-se na Escola Normal – Peixoto Gomide, na cidade de Itapetininga (Diploma datado de 21 de dezembro de 1946). Estes exemplos também são seguidos por suas duas irmãs, as sras. Therezinha Basile Madureira e Maria Luiza Basile Guarniéri.

Da esquerda para à direita: Maria Wilma Basile, Maria Luiza Basile e Terezinha Basile.

 

Da esquerda para à direita: Maria Wilma Basile, Maria Luiza Basile e Terezinha Basile.

A jovem professora Maria Wilma Basile leciona em escolas da zona rural da cidade de Angatuba, bem como nas cidades de Avaré e Paraguaçu Paulista.Torna-se professora efetiva na Escola Estadual de Primeiro Grau Dr. Fortunato de Camargo, onde fica por mais de 30 anos alfabetizando gerações de angatubenses, até se aposentar em 29 de março de 1979.

 

Casou com o sr. Lauro Lemos Piedade (Itapetininga, 5 de janeiro de 1927),na cidade de Itapetininga em 5 de julho de 1952.

Mulher de grande religiosidade foi professora de Catequese neste município de Angatuba e coordenadora regente do Coral da Igreja Matriz, ocasião em que cria a Missa Sertaneja, percorrendo diversas cidades do interior do Estado de São Paulo ao lado de grandes amigos, que levaram alegria e oração ao coração das pessoas. Foi fundadora do Grupo de Casais de Angatuba.

Teve grande participação na política local ao lado do marido, que se tornou vice-prefeito e prefeito municipal ao lado do primo Francisco José Rodrigues na gestão 1977 –1982.

 

Falecimento em 21 de julho de 1993 na cidade de São Paulo – Sepultamento em Angatuba.

 

Descendência:

 

1 – Paulo Roberto Piedade (Itapetininga, 25 de maio de 1953 – vereador em Angatuba mandato: 1993 a 1996), casou em Angatuba (16 de janeiro de 1977), com Sônia Maria Néry Piedade, (Angatuba, 16 de junho de 1954 – professora). Tiveram 02 (dois) filhos:

 

1.1 – Luiz Rafael Néry Piedade (Itapetininga, 11 de setembro de 1978 – advogado), casado em Santana de Parnaíba (26 de junho de 2004) com Carolina Talpo Piedade (São Paulo, 22 de outubro de 1980– cirurgiã dentista). Tiveram 2 (dois) filhos:

 

1.1.1 – André Talpo Piedade (São Paulo, 08 de dezembro de 2005) e;

 

1.1.2 – Mateus Talpo Piedade (São Paulo, 26 de agosto de 2009).

 

1.2 – Ana Paula Néry Piedade (Itapetininga, 21 de agosto de 1982 – fisioterapeuta), casada em Angatuba (25 de setembro de 2004), com Carlos Alberto Rolim Rosa (Angatuba, 14 de junho de 1972 – advogado – diretor do Fórum da cidade de Angatuba). Tiveram 1 (um) filho:

 

1.2.1 – Pedro Rolim Rosa (Itapetininga, 02 de setembro de 2007).

 

2 – Carlos Fernando Piedade (Itapetininga, 14 de junho de 1954), casou com Soraya dos Santos Tatibano Piedade (Angatuba, 05 de setembro de 1964 – professora). Tiveram 4 (quatro) filhos:

 

2.1 – Lucas Tatibano Piedade (Angatuba, 12 de novembro de 1985);

 

2.2 – Alex Tatibano Piedade (Angatuba, 19 de outubro de 1987);

 

2.3 – Luana Tatibano Piedade (Angatuba, 25 de setembro de 1993) e;

 

2.4 – Aline Tatibano Piedade (Capão Bonito, 05 de setembro de 2001).

 

3 – Luciana Maria Piedade Coppola (Itapetininga, 7 de dezembro de 1957 – professora), casou com José Carlos Coppola (Guareí, 13 de dezembro de 1947 – Angatuba, 15 de agosto de 2000). Tiveram 2 (duas) filhas:

 

3.1 – Ana Laura Basile Piedade (Itapetininga, 03 de janeiro de 1994) e;

 

3.2 – Maria Letícia Basile Piedade (Angatuba, 09 de outubro de 1998).

 

4 – Maria Elisa Basile Piedade (Itapetininga, 29 de março de 1961 – professora), casou em primeiras núpcias com Antônio Gonçalves Fraga, no dia 29 de março de 1981 em Angatuba e, em segundas núpcias, no dia 04 de outubro de 2008, em Piedade, com Cláudio Ianhez (Ribeirão Bonito, 03 de maio de 1960 –cirurgião dentista). Teve 1 (uma) filha no primeiro casamento:

 

4.1 – Luciana Piedade Gonçalves Fraga (São Paulo, 01 de setembro de 1981– Administração de Empresas), casada com José Clóvis Ribeiro Pinto (Nova Friburgo – RJ, 17 de junho de 1982). Tiveram 1 (uma) filha:

 

4.1.1 – Beatriz Fraga Ribeiro (São Paulo, 07 de setembro de 2011).

 

Luiz Rafael Néry Piedade – Advogado

 

 

Euclydia Leite de Souza, sua história, sua vida, sua família

O advogado angatubense morando atualmente em São Paulo, Luiz Rafael Nery Piedade, apreciador da história de Angatuba, detentor de um carinho enorme pela sua cidade natal, e visitante assíduo deste site, enviou uma colaboração para postagem com assunto que ele resgatou na sua própria família. Ele discorre sobre a vida de sua bisavó, Euclydia Leite de Souza. Leitura instigante postada na íntegra, na sequência

 

                                                                                                                     Euclydia Leite de Souza  

Nasceu em 25 de julho de 1902, no bairro do Guareí Acima na Freguesia do Espírito Santo da Boa Vista que seis anos mais tarde passaria a denominar-se Angatuba.

 

Euclydia é filha do casal, Gabriel de Souza Leite (Itapetininga, atual bairro dos Leites em Angatuba, 1870 – Angatuba, 01 de outubro de 1945 – vereador e proprietário de terras que se iniciavam no bairro dos Leites e adentravam-se ao bairro da Batalheira – zona rural do município de Angatuba) e de Maria Luiza da Conceição (São Sebastião do Tijuco Preto, atual Piraju, 17 de agosto 1882), em uma família de mais uma irmã: Julia Leite de Souza.

 

Avós Paternos: Jesuíno Leite de Meira e Maria Balbuína da Lusa (Maria Trindade).

 

Avós Maternos: Joaquim Leite de Meira e Maria Clara da Conceição.

 

A menina Euclydia passa sua infância junto à família na então Freguesia do Espírito Santo da Boa Vista e,com a estrutura e o respaldo familiar dedica-se aos estudos. Iniciou o ensino primário e, em 1915, com 12 anos de idade, iniciava as aulas no quarto ano do Grupo Escolar de Angatuba. Forma-se professora juntamente com sua irmã, Julia Leite de Souza no Instituto Peixoto Gomide – na cidade de Itapetininga.

 

As irmãs Euclydia e Julia Leite de Souza são grandes exemplos para uma época em que este nível de educação era privilégio de poucos e ainda mais, um enorme privilégio para as mulheres, na longínqua década de 20.

 

A jovem professora Euclydia, inicia o magistério ministrando aulas em escolas da zona rural do município de Angatuba, tais como, a Escola do Bairro dos Ribeiros (26 de junho de 1923) e a Escola do Bairro do Arealzinho (23 de março de 1929 e 15 de julho de 1934 em Escola Mista).

 

As irmãs sempre unidas por coincidência do destino ou não, conhecem na pequena Freguesia (atual Angatuba) os jovens: Raphael Basile (Freguesia do Espírito Santo da Boa Vista, 06 de agosto de 1903 – Angatuba, 06 de agosto de 1989) e João Basile – também irmãos –filhos dos italianos Gaetano Basile e Ana Scartollo Basile.

 

Os dois jovens casais iniciam aí, duas lindas histórias de amor, companheirismo, fidelidade e acima de tudo, respeito, ocorrido entre as duas professorinhas brasileiras e os dois ítalos brasileiros, transportando-nos desta forma para o início do século XX, quando os filhos dos primeiros imigrantes italianos começam a construir famílias brasileiras.

 

Os jovens Raphael e Euclydia casam no município de Angatuba no dia 10 de outubro de 1925 e têm 5 filhos, são eles: 1 – Maria Wilma Basile (Angatuba, 09 de julho de 1926 – São Paulo, 21 de julho de 1993); 2 – Paulo Basile (falecido ainda criança); 3 – José Wilson Basile (falecido ainda criança); 4 – Therezinha Basile (Angatuba, 23 de outubro de 1932) e; 5 – Maria Luiza Basile (Angatuba, 22 de junho de 1934).

 

A professora Euclydia ministra aulas na cidade de Avaré e assume o magistério de forma efetiva na cidade de Angatuba até o ano de 1950, no Grupo Escolar Dr. Fortunato de Camargo (escola em que havia estudado). Aposenta-se em 15 de outubro de 1950 – Dia do Professor.

 

Faleceu em Itapetininga, São Paulo, no dia 29 de abril de 1981.Sepultamento em Itapetininga.

 

Descendência:

 

1 – Maria Wilma Basile Piedade (Angatuba, 09 de julho de 1926 – São Paulo, 21 de julho de 1993, sepultada na cidade de Angatuba– Professora), casada no dia 5 de julho de 1952, na cidade de Itapetininga, com Lauro Lemos Piedade (Itapetininga, 5 de janeiro de 1927 – Tropeiro, proprietário de terras, vice-prefeito e prefeito do município de Angatuba mandato: 1977 a 1982). Tiveram 4 (quatro) filhos:

 

1.1 – Paulo Roberto Piedade (Itapetininga, 25 de maio de 1953 – Empresário e ex-vereador da cidade de Angatuba mandato: 1993 a 1996), casou na cidade de Angatuba em 16 de janeiro de 1977, com Sônia Maria Nery Piedade, (Angatuba, 16 de junho de 1954 – Professora). Tiveram 02 (dois) filhos:

 

1.1.1 – Luiz Rafael Néry Piedade (Itapetininga, 11 de setembro de 1978 – Advogado) casou em 26 de junho de 2004 na cidade de Santana de Parnaíba com Carolina Talpo Piedade (São Paulo, 22 de outubro de 1980– Cirurgiã Dentista). Tiveram 02 (dois) filhos:

 

1.1.1.1 – André Talpo Piedade (São Paulo, 08 de dezembro de 2005) e;

 

1.1.1.2 – Mateus Talpo Piedade (São Paulo, 26 de agosto de 2009).

 

1.1.2 – Ana Paula Néry Piedade (Itapetininga, 21 de agosto de 1982– Fisioterapeuta), casou em 25 de setembro de 2004, na cidade de Angatuba, com Carlos Alberto Rolim Rosa (Angatuba, 14 de junho de 1972– Diretor do Cartório do Fórum da cidade de Angatuba). Tiveram 1 (um) filho:

 

1.1.2.1 – Pedro Rolim Rosa (Itapetininga, 02 de setembro de 2007).

 

1.2 – Carlos Fernando Piedade (Itapetininga, 14 de junho de 1954), casou com Soraya dos Santos Tatibano Piedade (Angatuba, 05 de setembro de 1964– Professora). Tiveram 4 (quatro) filhos:

 

1.2.1 – Lucas Tatibano Piedade (Angatuba, 12 de novembro de 1985);

 

1.2.2 – Alex Tatibano Piedade (Angatuba, 19 de outubro de 1987);

 

1.2.3 – Luana Tatibano Piedade (Angatuba, 25 de setembro de 1993) e;

 

1.2.4 – Aline Tatibano Piedade (Capão Bonito, 05 de setembro de 2001).

 

1.3 – Luciana Maria Piedade Coppola (Itapetininga, 07 de dezembro de 1957 – Professora), casou com José Carlos Coppola (Guareí, 13 de dezembro de 1947 – Angatuba, 15 de agosto de 2000). Tiveram 2 (duas) filhas:

 

1.3.1 – Ana Laura Basile Piedade (Itapetininga, 03 de janeiro de 1994) e;

 

1.3.2 – Maria Letícia Basile Piedade (Angatuba, 09 de outubro de 1998).

 

1.4 – Maria Elisa Basile Piedade (Itapetininga, 29 de março de 1961 – Professora), casou em primeiras núpcias com Antônio Gonçalves Fraga, no dia 29 de março de 1981 na cidade de Angatuba e, em segundas núpcias, no dia 4 de outubro de 2008, na cidade de Piedade – Estado de São Paulo, com Cláudio Ianhez (Ribeirão Bonito, 3 de maio de 1960– Cirurgião Dentista). Teve 1 (uma) filha no primeiro casamento:

 

1.4.1 – Luciana Piedade Gonçalves Fraga (São Paulo, 01 de setembro de 1981–Administração de Empresas), casou com José Clóvis Ribeiro Pinto (Nova Friburgo – RJ, 17 de junho de 1982).Tiveram 1 (uma) filha:

 

1.4.1.1 – Beatriz Fraga Ribeiro (São Paulo, 7 de setembro de 2011):

 

2 – Paulo Basile – falecido ainda criança.

 

3 – José Wilson Basile – falecido ainda criança.

 

4 – Maria Luiza Basile Guarnieri (Angatuba, 22 de junho de 1934 – Professora), casada no dia 08 de julho de 1956 na cidade de Itapetininga, com Dirceu Guarniéri (Itapetininga, 20 de fevereiro de 1932).Tiveram 03 (três) filhos:

 

4.1 – Dirceu Guarnieri Júnior (Itapetininga, 23 de agosto de 1959), casado na cidade de Itapetininga no dia 25 de abril de 1987, com Liliane Maria Ribeiro Guarnieri (Nascimento em 08 de março de 1965) com quem teve 03 (três) filhas:

 

4.1.1 – Carolina Ribeiro Guarnieri (Itapetininga, 28 de agosto de 1991);

 

4.1.2 – Maria Julia Ribeiro Guarnieri (Itapetininga, 20 de janeiro de 1999) e;

 

4.1.3 – Natália Ribeiro Guarnieri (Itapetininga, 7 de junho de 2000).

 

4.2 – Soraia Maria Basile Guarnieri Pontes (Itapetininga, 5 de junho de 1965), casada no município de Itapetininga em 12 de outubro de 1985, com Nelson Luiz Barros Pontes (Itapetininga, 05 de janeiro de 1961), com quem teve dois filhos:

 

4.2.1 – Beatriz Guarnieri Pontes (Itapetininga, 29 de janeiro de 1987) e;

 

4.2.2 – Bruno Guarnieri Pontes (Itapetininga, 13 de fevereiro de 1988).

 

4.3 – Luiz Alberto Basile Guarnieri (Itapetininga, 31 de maio de 1957), casado no dia 16 de setembro de 1983, com Rita de Cássia Vieira Guarnieri (Itapetininga, 03 de dezembro de 1958), com quem teve três filhos:

 

4.3.1 – Luiz Felipe Vieira Guarnieri (Itapetininga, 24 de setembro de 1984), casado no dia 22 de dezembro de 2007 com Odette Rodrigues de Souza Guarnieri (São Paulo, 25 de março de 1985), com quem teve uma filha:

 

4.3.1.1 – Ana Luiza de Souza Guarnieri (Itapetininga, 4 de abril de 2008);

 

4.3.2 – Eduardo Vieira Guarnieri (Itapetininga, 2 de junho de 1997);

 

4.3.3 – Leonardo Vieira Guarnieri (Itapetininga, 24 de junho de 1994);

 

5 – Teresinha Basile Madureira (Angatuba, 23 de outubro de 1932 – Professora), casada no dia 19 de dezembro de 1954 na cidade de Angatuba, com Geraldo Madureira (Sorocaba, 02 de março de 1929 – Angatuba, 04 de abril de 1969, sepultado na cidade de Sorocaba).Tiveram 03 (três) filhos:

 

5.1 – Carlos Basile Madureira (Sorocaba, 25 de setembro de 1955), casado em primeiras núpcias no dia 21 de janeiro 1982 na cidade de Corbélia – Paraná, com Joana Novak, com quem teve um filho, e, em segundas núpcias na cidade de Curitiba, no dia 09 de maio de 2006, com Aparecida Maria Belchior (Salto Grande, 25 de setembro de 1956):

 

5.1.1 – Carlos Alexandre Novak Madureira (Sorocaba, 4 de fevereiro de 1993).

 

5.2 – Gracinda de Lourdes Madureira Santos(Itapetininga, 29 de setembro de 1958 – Professora), casada no dia 09 de fevereiro de 1985 na cidade de Angatuba, com José Roberto dos Santos (Angatuba, 20 de outubro de 1963), com quem teve duas filhas:

 

5.2.1 – Fernanda Cristina Madureira dos Santos (Angatuba, 23 de maio de 1987) e;

 

5.2.2 – Nicole Beatriz Madureira dos Santos (Angatuba, 04 de janeiro de 1994).

 

5.3 – Francisco Donizeti Madureira (Itapetininga, 06 de março de 1962 – Itapetininga, 18 de novembro de 2011).

 

Luiz Rafael Néry Piedade – Advogado

 

Um perfil de Angatuba de 10 anos atrás

SOROCABAMAIS.COM

 

Angatuba fica aproximadamente 220 Km da Capital São Paulo. Sendo uma cidade pacata e simples, Angatuba está sempre de braços abertos aos visitantes e turistas, que sempre visitam a cidade. Angatuba possui lindas cachoeiras, e suas festas são as melhores do estado, senão a do Brasil. O carnaval angatubense é um dos mais conhecidos do Brasil, sendo visitado até por vários artistas famosos. Angatuba tem hoje, cerca de 23.000 habitantes, possui escolas, 1 centro cultural, 4 creches, 1 biblioteca pública com cerca de 12.300 livros, 4 indústrias de grande porte, e 45 de pequeno porte, 290 estabelecimentos comerciais, 4 agências bancárias, 3 hotéis,2 pesqueiro, 6 restaurantes. O forte do município é a agropecuária com uma área cultivada de 102.900 ha, divididos da seguinte forma: 30% cereais, citricultor, e batata; 28% de reflorestamento e 52 de pastagens. Na área de saúde, Angatuba tem merecido destaque pela alta qualidade dos serviços prestados, contando com uma Santa Casa com 58 leitos, 8 postos de Saúde, sendo 6 rurais e 2 urbano; um laboratório público e 2 particulares e ainda 5 clínicas particulares. Conheça Angatuba, vale a pena!!”

 

Olhos de fora-  Quem visita Angatuba fica impressionado com o sucesso da coleta seletiva e fica curioso para saber como o gestor municipal conseguiu esse feito.isso acontece porque, em muitas localidades o sistema foi tentado diversas vezes e através de estratégias diferentes . porém , a grande maioria fracassou. As pessoas de fora percebem mais a questão da coleta seletiva porque a comunidade angatubense já se acostumou. já incorporou o fato. Essa é uma das reflexões do prefeito sobre o tema.

 

Mortalidade infantil- Angatuba consegue mais uma vitória ,em termos de indicadores de saúde . Enquanto em 2001 morreram 8 crianças com menos de 1 ano, em 2002 esse numero recuou para 4. trata -se de um dado da maior importância , digno de figurar nas estatística de melhor desempenho de países em desenvolvimento . Em se tratando de Brasil , pais com graves problemas sociais , o resultado de Angatuba é extraordinário em termos de mortalidade infantil . Isso, naturalmente , não se deu da noite para o dia . É o resultado de um trabalho de anos , que inclui os investimentos em saneamento básico e atendimento às gestantes e nutrição.

 

Atendimento as gestantes-Em Angatuba há cerca de 40 partos/mês . Para isso , o município conta hoje com 2(dois)obstetras . A gestante passa por um trabalho que consiste em prepará-la para exercer a maternidade de forma plena e prazerosa . Para isso ,há uma equipe multiprofissional que acompanha a mulher durante sua gestação . São realizadas reuniões grupais de orientação , preparação física (hidroginástica) e consultas periódicas com obstetras e equipe de enfermagem . O trabalho acontece de forma integrada entre: Centro de saúde , CAPS e Santa Casa, e que garante o bom resultado do mesmo.

 

Projeto gosto de ler-Este é um convênio da prefeitura Municipal de Angatuba com a Secretaria Estadual da Cultura, visando o incentivo à literatura nas séries iniciais. Nesse trabalho de disseminação da literatura de boa qualidade, Angatuba recebeu a visita de diversos escritores.

 

Cultura: saída e encontro-“À juventude , estrato social mais atingido pelo choque da globalização , haveremos de disponibilizar programas de cunho educacional, cultural , esportivo e cívico que contribuíam para a formação e o exercícios da nova cidadania , exigência da sociedade atual”. ( José Emilio Carlos Lisboa, no discurso de posse em 1º de janeiro de 2001.

 

Abrindo  espaço-O papel do poder político, diante desse quadro, é fundamental. Em Angatuba a gestão atual tem a percepção do problema e buscou , o tempo todo , criar os meios para oferecer à juventude opções artísticas. Musica, teatro, cinema, palestras, leitura tiveram um crescimento notável . por determinação do prefeito, o antigo cinema da cidade se transformou em um grande centro cultural. Já está consagrado como espaço cultural de Angatuba . A prefeitura fez uma serie de reformas e adaptações , garantindo o abrigo de uma programação farta desde 2001. Ali a cidade pulsa, as coisas acontecem o tempo todo. Desde a sua inauguração , o espaço cultural já foi palco de muitos eventos memoráveis . Houve diversas projeções de filmes, peças teatrais com grupos locais , regionais e da capital . Alem de animadas noites musicais , já se tornou tradicional a roda de violeiros , que esta na quarta edição.” O espaço cultural é utilizado por toda a comunidade , mediante um agendamento prévio”diz a professora Lúcia . A casa da cultura continua exercendo papel importante . Abriga a biblioteca , com mais de 12.300 livros e um atendimento médio de 120 pessoas/dia . Esse acervo é de grande valia para suprir as necessidades dos cercas de5.600 alunos da rede publica de ensino . Outra iniciativa importante foi a descentralização da biblioteca pública parte dos acervos foi deslocado para as oficinas culturais. Também merece destaque a brinquedoteca, que empresta brinquedos por tempo determinado para as crianças da comunidade.

“A pequena notável”, o título de matéria sobre Angatuba em revista da Escola Paulista de Magistratura em 2010

Na sua edição de setembro de 2010, a revista Diálogo & Debates, publicação da Escola Paulista de Magistratura, destacou a matéria “A pequena notável”, sobre Angatuba, assinada pelo jornalista Thiago Tanji, na qual entre os entrevistados estão o juiz da comarca, Alexandre Levy Perrucci e o prefeito Carlos Augusto Turelli, o Calá.

  A reportagem “A pequena notável”, na íntegra, na sequência

                 

                                                                                  A pequena notável

  Em Angatuba se misturam todos os ingredientes de uma típica cidade do interior paulista. Na espaçosa praça central, a presença  da igreja, do coreto e das barracas de comida não deixam dúvidas disso. As ruas tranqüilas, sem o barulho incessante de buzinas e motores, também compõem o charmoso clima interiorano.Contudo, engana-se quem pensa que o município, localizado a 206 km da capital, está estagnado no passado. Se depender de Alexandre Levy Perrucci, juiz titular da única vara da comarca, a cidade ficará marcada por suas inovações.

  Instalada em 29 de maio de 1966, a comarca de Angatuba atende os mais de 23 mil habitantes da cidade, além dos moradores do pequeno município vizinho de Campina do Monte Alegre. Atualmente o Fórum tem  suas instalações na área central da cidade, ocupando um grande e bem estruturado prédio de dois andares. Essa edificação, que de algum modo segue o padrão de outras edificações do Judiciário paulista, foi inaugurada em 1976- e até então os serviços jurisdicionais eram realizados em um improvisado e acanhado casarão de um único andar, que hoje se encontra deteriorado pelo tempo.

Natal Cicote, oficial do cartório da cidade, lembra-se com carinho da construção do novo Fórum. Até porque chegou a Angatuba poucos meses antes de sua inauguração. “O prédio ficava no meio do mato, tanto que tiveram de puxar água e energia elétrica especialmente para ele. Só depois as outras casas passaram a rodeá-lo e ele passou a fazer parte da área central”, se recorda.

A beleza do fórum e da área em que está instalado é visível. Em sua fachada, árvores bem cuidadas enfeitam o ambiente. No interior, as salas pintadas e organizadas, com móveis novos e equipamentos modernos, também se destacam. Nem sempre foi assim, no entanto. Mas com a chegada do juiz Alexandre Levy Perrucci, no ano de 2008, as coisas começaram a mudar na comarca angatubense.

 

EM RITIMO DE MUDANÇA-O juiz Perrucci nasceu há 33 anos em São Paulo, onde se formou em Direito. Começou a trabalhar em escritórios de advocacia e também passou pelo setor jurídico do banco Nossa Caixa antes de ingressar na magistratura. Seu primeiro cargo foi como juiz auxiliar da cidade de Barretos. Logo depois foi designado para Angatuba. A princípio, ficaria apenas dois meses na cidade. “Quando eu vim para cá, falei para minha esposa nem tirar a mudança e as coisas da caixa, porque só queria fazer uma passagem por aqui e ir para uma cidade maior, para ficar perto de São Paulo”, conta. Contudo, por aquele ser um ano eleitoral, os concursos oficiais foram suspensos e  o juiz acabou gostando da nova vida e se apegando à comunidade. “A cidade é pequena, mas tem tudo. E o pouco que não tem a gente vai ajudando a trazer”, afirma.

  Com um jeito tranqüilo e sereno, Perrucci imprimiu um novo tipo de gestão para a comarca. “Desde que cheguei, o Fórum mudou quase em tudo. Eu reformei  a fachada, o salão do júri, trocamos a iluminação, foram colocados ventiladores e conseguimos mudar todos os móveis do gabinete, aproveitando doações de outras comarcas, além de conseguir a instalação de 22 computadores novos. Isso tudo para proporcionar um pouco de bem-estar e comodidade tanto a mim quanto aos funcionários e tirar esse tom normalmente acinzentado dos fóruns, que no fundo inibe um pouco as pessoas”, comenta. Afinal, para ser sério não precisa ser carrancudo.

  O juiz se recorda de uma situação curiosa que ilustra os problemas que o fórum enfrentava. Como não possuía portões ou grades para proteger seu entorno, durante a noite o estacionamento servia como “drive-in” para os casais, que paravam o carro por lá. Além disso, era comum encontrar bitucas de cigarros de maconha no local. Assim, além de fazer as devidas reformas, Perrucci instalou câmeras na parte externa e interna da construção, proporcionando maior segurança ao prédio. Além de 4 câmeras de vigilância com sensor de movimento, o sistema possui 25 sensores de presença, alarme de portas com sirene e discagem automática, imagem noturna e, principalmente, a gravação das imagens captadas.

   Outra mudança estrutural comandada pelo juiz foi a instalação de uma sala especial para a conciliação, além da contratação de um conciliador. “A conciliação era realizada na minha sala, e de qualquer jeito. Então, transferi esse serviço para o andar de baixo, para proporcionar maior privacidade aos envolvidos. Além disso, essa sala atende a idosos e deficientes físicos que não conseguem subir até o andar superior para comparecer às audiências”, relata.

  Contudo, as iniciativas do juiz não estão apenas restritas às obras de infraestrutura da comarca. Elas também se refletem em suas ações para o município de Angatuba. Uma delas é destinar as multas resultantes de processos judiciais em benefícios para a própria cidade. Segundo Perrucci, recentemente uma grande empresa foi multada no valor de  83 mil reais. O dinheiro foi destinado para a Santa Casa, a Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) e a outras instituições de caridade do município. “Se o problema foi aqui, os recursos devem ser utilizados e aplicados aqui. Assim, a população vê que a Justiça realmente funciona”, afirma o juiz.

   Um projeto marcante é a realização de palestras nas escolas da cidade, apresentando o sistema judiciário para os estudantes, a fim de sanar suas dúvidas a respeito da atuação da comarca no âmbito do município. Além de ir às escolas, Perrucci convida os alunos para visitar o fórum, mostrando como é o cotidiano de um juiz e como se dá o atendimento jurisdicional. Para esse ano, alguns jovens montarão uma dramatização de um julgamento, no próprio salão do júri, e essa simulação terá a participação de seus pais e colegas.

  Mais uma ação que aproxima o juiz e a comunidade forense dos moradores de Angatuba se dá por meios dos jornais e publicações da cidade. Periodicamente, os leitores mandam dúvidas a respeito do sistema judicial e questões relacionadas aos direitos dos cidadãos e o magistrado tem um espaço nos periódicos para respondê-las. “Isso acaba educando a população, que tem a oportunidade de esclarecer suas dúvidas, além de entender a importância da Justiça”, diz.

  Segundo Perrucci, a boa relação com a comunidade é essencial para que a Justiça consiga desempenhar um bom trabalho. “Aqui, todo mundo sabe onde eu moro, quem é minha esposa, quem são os meus filhos. O pessoal me para na rua, conversa comigo, faz solicitações, pede orientação. Em uma comunidade pequena do interior, o juiz acaba exercendo um papel muito mais próximo da população”, afirma.

 

O CASO DAS EMPRESAS FANTASMAS                                                                                                                                                   Mesmo estando à frente de uma comarca pequena, o juiz garante que trabalho foi  que não faltou durante estes dois anos e meio. Segundo ele, a maior parte dos processos se deve a casos de aposentadorias pela Previdência Social, além de separações e reivindicações por pensões alimentícias.

    Contudo, alguns casos chamaram sua atenção. O mais curioso deles aconteceu em Campina do Monte Alegre. Alçada à categoria de município em maio de 1991, a cidade, que consta com pouco mais de 5 mil habitantes, viu o registro de quase 4 mil empresas no local- o que daria a fantástica cifra de uma empresa por habitante. “Foi constatado que havia casos de companhias registradas dentro do lago, dentro do cemitério. Então, tivemos que reconhecer a origem dessas empresas fantasmas e isso dá trabalho até hoje”, conta Alexandre Perrucci.

  O outro fato ocorreu em Angatuba e envolveu questões ambientais. Uma grande empresa comprou um latifúndio para a plantação de eucaliptos. Contudo, o espaço estava localizado em uma área de nascentes de rios. “Baseado em uma lei municipal, proibi a plantação dos eucaliptos, que comprovadamente prejudicam o meio ambiente. O Tribunal de Justiça manteve minha decisão e a empresa acabou revendo sua política e buscando outra área”, se recorda.

 

COMBATE ÀS DROGAS                                                                                                                                                                                                 Apesar  de não ser uma cidade violenta, Angatuba enfrenta um problema que se repete em muitos lugares do Brasil e do mundo: o uso de drogas por parte dos jovens. “A vinda de drogas mais pesadas como o crack acaba desencadeando uma série de problemas como pequenos furtos e prostituição infantil. E, pelo número de habitantes da cidade, o aumento de  uso de drogas vem sendo bem visível”, comenta o juiz. Assim, Perrucci  passou a desenvolver projetos para buscar solucionar essa questão. Junto com a prefeitura, pretende construir um “parque da juventude” em um campo de várzea abandonado, que costuma ser um posto de consumo de drogas. Além de destinar o dinheiro de multas para essa construção, o magistrado  planeja impor a pena de doação de “cestas de cimento”, em vez de cestas básicas de alimento, como modo de agilizar a construção do parque.

   Outro projeto em gestação é a instalação de um cine-teatro, a fim de proporcionar mais opções de lazer para a população. “Como não tem muito que fazer, os jovens ficam na rua e isso acaba gerando processos para nós”, diz Perrucci.

  Mas o magistrado contabiliza em contrapartida algumas vitórias, como a construção de uma Casa Abrigo para crianças e jovens que se encontram em situação de abandono e risco. “A próxima etapa será a instalação de uma Casa do Adolescente, para separar os mais novos dos mais velhos, dando uma atenção especial a cada grupo”, afirma.

    O juiz também realiza um projeto para conscientizar crianças e jovens sobre as implicações das drogas, além de auxiliar país e professores. Há mais de um ano, mantém um programa de visitas às escolas da região e em suas palestras usa casos concretos de moradores da cidade para advertir os estudantes a respeito desses problemas.

 

A PALAVRA DO PREFEITO                                                                                                                                              Evidentemente, todas essas iniciativas não passam despercebidas pelo povo de Angatuba. Em seu gabinete, o prefeito da cidade, Carlos Augusto Rodrigues de Morais Turelli, dirige grandes elogios à ação do magistrado. “Temos a sorte de contar com um juiz como o doutor Alexandre, que é uma excelente pessoa, um homem justo e que desempenha muito bem o seu trabalho”, avaliza.

   O prefeito salienta a importância do trabalho conjunto realizado entre o poder Executivo e o poder Judiciário: “Nós somos alinhados com o juiz, o posicionamos sobre  tudo o que acontece por aqui e ele também nos ajuda, dando opiniões e  apresentando projetos muito bons. Ele não tem ajudado a cidade só como juiz, mas como munícipe e cidadão”, garante.

 Quem também faz comentários positivos a respeito das iniciativas do doutor Alexandre Perrucci  é Elizabeth Machado, vice-diretora da Escola Estadual Fortunato de Camargo: “Ele é um juiz próximo da gente, porque antigamente os juízes não se envolviam com os assuntos cotidianos. A gente não tinha essa abertura para conversar e hoje em dia não é possível”, conta ela.

 

UM CICLO VIRTUOSO                                                                                                                                                                              A equipe de funcionários do fórum também apresenta um discurso afinado na hora de elogiar o juiz e de falar sobre as mudanças que ocorreram na cidade. Carlos Alberto Rosa, diretor do ofício judicial, trabalha há 12 anos na comarca e comenta o estilo da gestão de Alexandre Perrucci: “Como o juiz é o nosso chefe, temos que acompanhar o seu ritmo e assim nós também começamos a nos mobilizar”, aponta. Além disso, o magistrado faz questão de pedir sugestões e idéias para que os processos possam ser resolvidos com mais agilidade, além da realização de melhorias no próprio dia a dia do fórum.

  Para Perrucci, o bom relacionamento entre o juiz e seus subordinados é essencial para que o trabalho possa ser realizado de forma positiva. “Tem muito juiz que chega, resolve os processos e vai embora. Mas se você não investir na aproximação, a equipe não conseguirá um bom resultado. Todo mundo se conhece aqui na cidade, todo mundo se cumprimenta, então, temos de aplicar essa mesma realidade no fórum”, argumenta.

  Valdir Rodrigues, oficial maior, dá exemplos de como alterações nos métodos de trabalho conseguiram gerar resultados concretos: “Em casos envolvendo a Previdência Social, conseguimos resolver e liberar o pagamento em um prazo médio de seis meses. Há tempos atrás, isso poderia levar alguns anos. Assim, mês a mês, vamos colhendo o resultado dessas mudanças”, conta.

  Nas palavras do oficial maior do fórum, está se criando um “ciclo virtuoso”. Por meio das melhorias empreendidas pelo juiz, os funcionários também passam a trabalhar com mais empenho. E isso se reflete em melhorias para a população, que passa a ver a Justiça com outros olhos, confiando em sua eficiência em resolver processos com mais agilidade. “A única coisa que está faltando é mesmo o aumento do salário”, brinca Rodrigues.

   Dessa maneira, a Comarca de Angatuba se revela muito mais do que uma simpática jurisdição do interior. É modelo de eficiência e boa gestão. “Quando a gente vê que essas iniciativas vêm aparecendo em outras comarcas, percebo que não sou louco e tenho que continuar fazendo inovações”, afirma Alexandre Perrucci.

  Voltar para São Paulo ? Não tão cedo. “Minha casa nova ficará pronta daqui seis meses. Então, pretendo permanecer um bom tempo por aqui, não estou com pressa de sair. No interior você aprende um novo jeito de fazer justiça”, concluiu.

A vida do angatubense Frei Marcelino contada pela PROCASP (Província dos Capuchinhos de São Paulo)

 

Frei Marcelino

Frei Marcelino Fernandes Ruivo nasceu aos 14 de maio de 1918, em Angatuba-SP. Era filho de Francisco Fernandes Ruivo e Catarina Maria do Espírito Santo. Recebeu o santo Batismo no dia 10 de junho de 1918 na igreja do Espírito Santo, Angatuba. Aí fez a Primeira Eucaristia e foi crismado por Dom Lúcio Antunes de Souza, Bispo de Botucatu. Fez os primeiros estudos no Grupo Escolar Dr. Fortunato de Camargo, Angatuba.

 

Congregado Mariano
Aos 16 anos mais ou menos ingressou na Congregação Mariana São Luís Gonzaga. “Aos 17 anos, afirmação sua, tinha convicção de que os rumos pelos quais estava conduzindo sua adolescência certamente conduziria o homem adulto, de teatro, que fatalmente seria, pois o artista nasce”. Congregado mariano adolescente considerava “homem mundano” o artista de teatro. No dia 23 de agosto de 1936, com 18 anos de idade entrou para o Seminário São Fidélis de Piracicaba.

 

Serviço Militar
Em 1939 foi preciso trocar o Seminário pela Caserna: cumprir o serviço militar em Itapetininga. No seu “Diário Autobiográfico” afirma que por todo tempo de duração do serviço militar, se dedicou a visitar quase todos os dias os doentes da Santa Casa para confortá-los e ensinar-lhe o Catecismo. Havia também o Lar de Velhinhos ou Asilo. Passou a andar por lá também. Amigos especiais entre os soldados nenhum, mas também nenhum inimigo, pois se dava bem com todos.

Em manobras com seu Batalhão no Vale do Paraíba, trepou no caminhão da cozinha que ia abastecer-se em Guará. Teve uma queda e o choque do corpo com o cascalho da estrada teve conseqüências de moléstia medular, que persistiram até o desenlace aos 73 anos.

 

Noviciado e Profissão
Vestiu o hábito e iniciou o noviciado no convento Santa Clara, Taubaté, aos 20 de janeiro de 1942. Foi seu Mestre Frei Salvador de Cavêdine. Emitiu a profissão temporária, em Taubaté, perante Frei Felicíssimo de Prada, aos 21 de janeiro de 1943 e a profissão perpétua, no convento São José, Mococa, perante Frei Plácido Bruschetta, Custódio Provincial, aos 2 de fevereiro de 1946.

 

Filosofia, Teologia e Ordenação
Estudou Filosofia em Mococa nos anos 1943 a 1945 e Teologia em Mococa, em 1946 a 1947 e São Paulo, 1948 a 1949. Em Mococa, nos dias 11 e 14 de junho de 1947, Dom Manoel da Silveira Delboux, Arcebispo de Ribeirão Preto, conferiu-lhe a Primeira Tonsura e as Ordens Menores. Foi ordenado Subdiácono por Dom Antônio Maria Alves de Siqueira, em São Paulo, dia 22 de maio de 1948 e Diácono por Dom Paulo Rolim Loureiro, aos 18 de setembro do mesmo ano. Recebeu a Ordenação Sacerdotal pela imposição das mãos de Dom Paulo Rolim Loureiro, em São Paulo, aos 18 de dezembro de 1949.

 

Professor em Mococa e Piracicaba
Concluídos os estudos em 1950, foi transferido para o convento São José, Mococa, como professor de Português no curso filosófico.

Foi preciso interromper o magistério em 1951 para auxiliar o Pároco em Santo André, na paróquia Santo Antônio de Vila Alpina. Em janeiro de 1952, recebeu transferência para o Seminário São Fidélis de Piracicaba, especialmente como professor de Português. Aí lecionou por três anos. Com a transferência dos dois últimos anos de seminário para Mococa, em 1955, Frei Marcelino foi transferido e nomeado professor no Seminário São José, Vice-Diretor dos Estudantes de Filosofia e Delegado da OFS (Ordem Franciscana Secular), em Mococa. De 1955 a 1957, foi professor de Português, Literatura Pátria, Francês, Canto Gregoriano, Teatro e outras disciplinas naquele convento e seminário.

 

Santo André, Penápolis, Botucatu e Mococa
A partir de 1958, livre do magistério, pertenceu às seguintes fraternidades: Santo André (1958-1959 e 1963). Penápolis (1960-1961 e 1973-1975), Botucatu (1962, 1964-1972, 1976-1977), Mococa (1973). Cargos ocupados nessas Fraternidades: Vice-Superior, Delegado Distrital da OFS, Vigário Paroquial (auxiliar do Pároco), pregador e confessor. Em Penápolis mereceu alta consideração pelos seus debates apologéticos na Emissora de Rádio local com o Pastor Barbosa da Igreja Evangélica.

 

Com os Capuchinhos da Amazônia
Aos 13 de abril de 1975 partiu para Alto Solimões-AM. Naquela região trabalham os missionários da Vice-Província dos Capuchinhos de Manaus, filhos da Província Seráfica da Úmbria. Dois missionários Capuchinhos da Província de São Paulo, Frei Ciro e Frei Húmilis já trabalhavam há alguns anos naquela região de Alto Solimões. O governo da Prelazia estava nas mãos de Dom Adalberto Domênico Marzi, capuchinho da mesma Província da Úmbria. No dia da chegada de Frei Marcelino ao Marco Divisório, o Bispo entregou-lhe a paróquia dos Santos Anjos e o nomeou Guardião da pequena comunidade paulista. Em agosto de 1976, voltou de Alto Solimões para Botucatu, pertencendo à Fraternidade do Santuário Nossa Senhora de Lourdes. Aos 22 de maio de 1977 transferiu-se de Botucatu para Manaus. Por dois meses substituíu Pároco em São Paulo de Olivença, Alto Solimões. Depois, em Manaus foi auxiliar na paróquia São Sebastião. A partir de setembro do mesmo ano, Capelão da SPB (Sociedade Portuguesa de Beneficência). Em Manaus permaneceu até 1982, em geral como auxiliar, Secretário do outro Prelado Dom Alcimar Evangelista Magalhães e na substituição de Párocos.

 

 

Com os Capuchinhos da Úmbria
No dia 10 de dezembro de 1982, foi agregado à Província da Úmbria, Assis, Itália. Permaneceu em Assis alguns meses para adaptação à nova realidade, indo depois para Spello. Passou oito meses, voltando para Assis. No dia 10 de dezembro de 1985, pediu ao Padre Geral para reintegrar-se novamente, à sua Província de origem, Província dos Capuchinhos de São Paulo. A autorização foi-lhe concedida e ratificada pelo Definitório Provincial no dia 23 de setembro de 1986. De volta a Província de São Paulo, permaneceu em Botucatu até o dia de seu falecimento.

 

Desenlace
No seu “Diário Autobiográfico, (1945-1987)”, referindo-se aos seus sofrimentos físicos e interiores, assim escreveu: “Esta moléstia medular e suas conseqüências persistem castigando-me sem dó e serão a cruz que deverei carregar, talvez até o desenlace” (pág. 1).

Dia 22 de julho de 1991, Frei Marcelino não estava passando bem. O médico constatou febre, anemia e um abcesso intestinal que precisava de imediata internação e cirurgia. Dia 23 foi internado na Santa Casa de Botucatu e operado às 22 horas. Dia 30 de julho o médico fez outra cirurgia sem anestesia porque ainda havia certas necroses, muita febre e receio de uma colostomia para o resta da vida. Corria o risco de vida. Teve recuperação lenta, com alimentação especial, cuidados de enfermagem e tratamento dia e noite. Pouco mais de um mês depois da última cirurgia, Frei Marcelino faleceu dia 10 de setembro de 1991, em Botucatu, onde foi sepultado.

 

Crônica pela morte de um poeta
Com Frei Marcelino Fernandes Ruivo morre o poeta, o músico, o comediógrafo, o frade de refinados e inusitados gostos artísticos. A memória que é mais do que uma simples lembrança, evoca a vida … Sim, a vida dos tempos dos Seminários São Fidélis (1952-1954), em Piracicaba, e São José (1955-1957), em Mococa, em que o frade, professor de língua e literatura portuguesas, de francês, o cultor de canto gregoriano e da música popular brasileira contrastava com a pedagogia da educação feita a machado, por suas posturas humanas polidas e um quê de secular incomum.

Frei Marcelino era piedoso sem ranço e cortês sem pedantismo. Cá para mim, alguém maduro que devia conviver num ambiente infantilizado e um cidadão que tinha chegado pelo menos na Revolução Francesa quando o mundo ao seu redor ainda estava na Idade Média. Suas músicas, suas poesias, seus gostos tinham sabor algo excêntrico. Não era entre os alunos o que se podia chamar de popular, mas foi-lhes ensinando a apreciar o folclore brasileiro, a ter gosto pelas nossas coisas, num contexto onde a boa música tinha que ser necessariamente italiana. Informalmente, partindo de músicas didáticas cantadas nas aulas de francês, organizou um coral que não chamava Bach, Palestrina ou São Pio X, mas “coral dos Noitibós” com inequívoco cheiro de coisa brasileira. Nas aulas, lia jornais, revistas, romances, falava de teatro e cinema, para gáudio dos alunos e preocupação de alguns professores que não entendiam bem porque o frade professor de literatura indicava para seminaristas a leitura de “O Guaraní” de José de Alencar e “O Dilúvio” de Senklewcz, além de outras.

Ao iniciar a direção do teatro, em Piracicaba, provocou a reação dos próprios seminaristas, propondo um texto que falava de greves, de operários, de conflitos entre comunistas e católicos. Não era para menos! Teatro sem barões, condes e marqueses; sem capa e espada e sem roubo de criança, é lá teatro que se preze? Aos poucos, porém, já em Mococa a partir de 1955, fomos nos dando conta de que Frei Marcelino tinha uma proposta nova para a atividade teatral no Seminário (exigente e chata para nós acostumados a fazer as coisas de qualquer jeito) que não se contentava com algumas bravatas perpetradas sobre o palco e com alguns textos recitados em tom de sermão. As peças “O Cardeal Primaz”, em 1956, e “O Drama de um Médico”, em 1957, marcaram época, antecipando as mudanças que noutros campos da formação seminarística só viriam acontecer com o Concílio.

Refletindo a distância, tenho a impressão de que Frei Marcelino na época, com seu jeito secular, andava meio na contramão dos costumes fradescos. Com vinte ou trinta anos a menos talvez, hoje ele estaria fazendo pastoral especializada para o meio artístico e situando mais integradamente sua vocação presbiteral e capuchinha.

Numa coisa com certeza Frei Marcelino não foi compreendido: na enfermidade que o acompanhou por toda a vida, resultante de traumatismo de coluna, causado em manobra do serviço militar. Era produto de suas fantasias, dizia-se; coisa de poeta meio louco!

Suas “experiências místicas” dos últimos decênios, verdadeiras ou equivocadas, colocam uma questão que talvez não tenhamos apreendido bem: a experiência do Deus de Jesus Cristo, marca registrada da vida cristã, leiga ou consagrada, atual em qualquer época, ainda hoje, quando a paixão pelos empobrecidos da história deveria levar à paixão pelo Senhor da história, e vice-versa. Talvez não seja mesmo fácil entender que um artista, poeta e apreciador de novelas possa ter experiências místicas! Quem as teria então?

“Bate coração da gente…
toda vez que a gente sente.
Bate ao nascer,
bate quando cresce…
e de bater falece”.

Parou de bater o coração do frade poeta.
Frei Odair Verussa

Obras Publicadas
Melodias Ocultas (1952), São Paulo 1952 (poema), no Jornal de Piracicaba, Sinfonia Franciscana (edição interna), Jogral representado no Embaré, Santos.
Obras não publicadas
Compêndio de Califasia, Compêndio de História da Língua, Compêndio de História da Literatura, Tratado de Poesia, Sarcoma (novela), Teatros, Romances, Poesias e Tratados Espirituais. Várias obras não publicadas estão desaparecidas.

Frei Joaquim Dutra Alves, O.F.M Cap.


Nome de escola de Araçatuba é homenagem a angatubense

Carmélia Mello Fonseca

Araçatuba, cidade de 182.525 habitantes, na região noroeste paulista e distante 524 da capital, tem uma escola chamada EEPG Profª Carmélia Mello Fonseca. A homenageada, Carmélia, nasceu em Angatuba no dia 12 de setembro de 1899. Filha de Fernando Camargo e de Adelina Eulália D´Albuquerque.

Ela formou-se na Escola Normal como professora em Itapetininga, no ano de 1917. Foi nomeada em 1919 para lecionar em Araçatuba.Em 1924 lecionou no 1° Grupo Escolar de Araçatuba , atualmente “Cristiano Olsen”.

Casou-se em Itapetininga no ano de 1924 com Alcindo Fonseca, coletor estadual, passando a chamar-se Carmélia Mello Fonseca. Teve três filhas: Marion, Ilka e Ilda. Faleceu em 15 de maio de 1942, aos 43 anos, deixando bons serviços no ensino público.

No dia 1° de abril de 1955, o então governador do Estado de São Paulo, Jânio Quadros, dá a denominação, através do decreto 24.464/55, de “Professora Carmélia Mello Fonseca” ao Grupo Escolar de Vila Industrial, em Araçatuba, com publicação no Diário Oficial do Estado no dia 5 de abril de 1955. A escola foi inaugurada no  dia 1° de junho daquele ano. Localizada à rua Guatemala, 740, no bairro Aclimação, tem este dia como seu aniversário.

No dia 30 de julho de 2007 a escola foi municipalizada através do Decreto n° 12.987, de 7 de agosto de 2007, pelo então prefeito de Araçatuba, Jorge Maluly Netto, passando a denominar-se EMEF Profª Carmélia Mello Fonseca.

100 anos atrás: vereadores agradecem Júlio Prestes e o coronel Fernando Prestes pela criação do grupo escolar em Angatuba

A pauta da sessão ordinária do dia 1º de abril de 1912, uma segunda-feira, tratou de doação de terreno para um município, do custo de uma canalização que foi cobrado por uma mulher, propostas para iluminação pública e, no final, a elaboração de ofício agradecendo a Júlio Prestes de Albuquerque e ao coronel Fernando Prestes  de Albuquerque, pela criação do grupo escolar no município, cuja inauguração ocorreu  na semana seguinte, no dia 9 de abril. Júlio, natural de Itapetininga, chegou a ser eleito para a Presidência da República, mas não tomou posse por conta da Revolução de 1930. O pai, Fernando Prestes de Albuquerque, nasceu em terras que hoje são de Angatuba; foi deputado estadual e vice-presidente do Estado, função hoje chamada de vice-governador. Chegou a substituir o governador Albuquerque Lins, quando este se lançou candidato a vice-presidente da República na chapa de Rui Barbosa.

A escola Dr. Fortunato de Camargo muitos anos depois de sua inauguração

Embaixo a transcrição de grande parte da Ata da sessão daquele longínquo  1° de abril de 1912.  Alguns trechos  estavam inelegíveis e não deu para entender .  Vale observar que praticamente todos os procedimentos do legislativo eram como os de hoje:

Ao primeiro dia do mês de abril de 1912, nesta cidade de Angatuba , a hora regimental, reunidos na sala do prédio onde funciona a câmara municipal, os senhores vereadores: Benedicto de Assumpção , Francisco Turelli, Juvenciano  Pereira de Moraes, Manoel de Oliveira Pinto e Marciliano Leite de Meira. Deixou de comparecer o senhor vereador Manoel de Góes Barbosa, sem justificativa e havendo número legal foi aberta a sessão. Lida a ata da sessão anterior foi ela aprovada.

EXPEDIENTE: Pelo senhor Luiz França foi apresentado um requerimento pedindo concessão de meia *data de terreno no subúrbio desta cidade, o qual foi a comissão de justiça para dar parecer; outro requerimento de dona Marcelina Rolim de Oliveira pedindo pagamento da quantia de cincoenta mil réis que dispendeu com a canalização de água que fez para a servidão pública, na esquina das ruas Luiz  Gama e Fernando Prestes desta cidade; indo para as comissões de Justiça e Obras municipais para dar o respectivo parecer.

Foram apresentadas três propostas para a iluminação pública desta cidade: uma de Pedro Antônio Esquitini, outra de Deolindo Augusto….e a outra de Francisco Alves da Rocha, os quais foram a Comissão de Obras…

Em vista dos parecer favorável nos requerimentos dos senhores Luiz França e Marcelina Rolim a câmara deferiu, as mesmas. Apresentado pela respectiva comissão, parecer apreciando pela instalação das propostas de iluminação desta cidade foram as mesmas assinadas por unanimidade de votos.

ORDEM DO DIA: A Câmara autorizou a prefeitura a pagar aos senhores José Basili e Irmãos a quantia de deuzentos e setenta mil réis por unanimidade de votos.

Pelo senhor vereador Juvenciano Pereira de Moraes foram apresentados três projetos de lei ….N° 11, de 1° de abril de 1912. Artigo 1°- Fica revogado a letra “é” do artigo 292 da Lei Municipal n° 8 de 2 de setembro de 1911, competindo as atribuições…..nesse artigo ao inspetor escolar municipal nomeado na conformidade do artigo 133 da Lei citada. Artigo 2° : Revogam-se as disposições em contrário. Angatuba, 1° de abril de 1912. Juvenciano Pereira de Moraes.

Projeto n° 12 de 1/ de abril de 1912- Art. 1° – Fica modificada a disposição ´fiscal´do artigo 86 da Lei Municipal n° 8 de 2 de setembro de 19111, passando essa penalidade a ser multada em 50% sobre essa taxa que será cobrada junto e respectivamente….da lei do executivo fiscal n° 9885 de 29 de fevereiro de 1888. Artigo 2º: Revogam-se as disposições em contrário. Juvenciano Pereira de Moraes.   

PROJETO DE LEI 13, de 1° de abril de 1912. Artigo 1° -Fica a prefeitura a prefeitura autorizada a fazer abatimento que achar de justiça nos impostos……n°s 61 e 100 da tabela….Artigo 2°: Fica igualmente a prefeitura autorizada a proceder a cobrança de três mil réias por cabeça de cada vitelo que for abatido para consumo local e não cinco mil como ´pedia´o número 196 da tabela acima referida. Artigo 3°- Revoga-se as disposições em contrário . Juvenciano Pereira de Moraes.

Remetidos os três projetos às respectivas comissões, votaram todos com parecer favorável. Posto a votos foram os três aprovados por unanimidade de votos.

A Câmara resolveu por unamidade de votos a oficiar aos exmos senhores ….Júlio Prestes e Coronel Fernando Prestes, agradecendo-lhes à criação recente do Grupo Escolar desta cidade. Nada mais a tratar foi encerrada a sessão.

 

*Data- O termo em algumas regiões vale como “lote”, “porção”

Fevereiro de 2009 -População pode esperar bons frutos da Câmara de vereadores, garante Afonsinho

Afonsinho do Fórum

Instituição às  vezes criticada em demasia pela população, a Câmara Municipal   de  Angatuba   inicia 2009 com novas    perspectivas   e  expectativas, mesmo porque   gente   nova foi chegando e vislumbrando campo fértil  para a atual gestão.

 

Entrevistado  pelo  Jornal  de Angatuba, o  presidente  da  Câmara, eleito no dia 1° de janeiro  por  um  voto  de  diferença,  vereador    Afonso  Basile Neto, afirma que a   população     pode esperar bons frutos do legislativo  municipal.  Formado  em  Direito, Afonsinho, como é conhecido, elegeu-se pela coligação Seguindo em  Frente (PSC/PSB). Foi  a  primeira vez que se candidatou à vereança.

A seguir, a entrevista:

 

Jornal  de Angatuba: O que o levou a tomar esta decisão, a de se tornar um político?

Afonsinho: Ainda no primeiro ano da faculdade de Direito fui orientado a ler alguns  livros  que  falam sobre política. Então uma visão mais apurada sobre ela acabou se instalando paulatinamente, porém, durante a faculdade acabei me preocupando com metas individuais e releguei esse sentimento. Passado algum tempo,   então  formado  e  com  o   nascimento    de minha filha, inevitavelmente passei a voltar os olhos para alguns problemas sociais,  os quais inclusive  pude   ter acesso  por trabalhar numa instituição (Poder  Judiciário) que  está  diretamente em contato com os problemas   da comunidade. Em abono a isso, soma-se   o  fato de ser  temente a Deus. Assim, acabei entendendo que deveria participar mais ativamente das questões   de interesse público  e  decidi  me  candidatar. Não pedi a  Deus que me fizesse  vereador, apenas que, se fosse de sua vontade, que me colocasse em um lugar onde, talvez, eu pudesse  ser  mais útil. Assim fui eleito.

 

 

Jornal de Angatuba:  Na sua primeira incursão  como  candidato  a  vereador  você já  saiu  vitorioso  e, imediatamente, foi eleito      presidente da Câmara Municipal de Angatuba. Esperava isso assim logo de cara?

  Afonsinho:  Confesso, sem  falsa  modéstia,    que sempre acreditei que poderia ser eleito, mas não aspirava  à  Presidência da  Câmara. Contudo, encaro como  mais  um desafio a ser vencido, afinal, a vida é cheia  de  desafios  e  a Presidência é mais um deles.

 

Jornal de Angatuba: Como pretende conduzir  a  câmara, vai  imprimir uma postura de oposicionista sistemático ao atual  prefeito ou pretende não complicá-lo?                                                                                                                                                  

Afonsinho: É  muito cedo para falar sobre linhas de condutas. Mas   gostaria   de  deixar bem claro que nosso compromisso maior é com o povo. Assim, no desempenho fiel do mandato poderemos agradar a alguns e desagradar  a  outros,  mas   sempre seguindo o mesmo objetivo, qual    seja, o bem comum.

 

 Jornal   de      Angatuba: Há    quem   diga   que você, na condição de primeiro mandato, deverá ser  bastante  assediado  por  políticos que estão sem mandato e que posicionaram contrário ao atual prefeito.   O que você fala disso?

 Afonsinho: Notoriamente existem essas especulações. Todavia, prefiro encontrar o “justo  meio”  traçado há muito por   Aristóteles.  Talvez   assim  eu consiga extrair o máximo da imparcialidade,   sem     contudo me desgarrar  da   função  fiscalizadora do legislativo.

Jornal de Angatuba:  Falando especificamente sobre a Câmara, você empreenderá alguma inovação  na  Casa de Leis?

  Afonsinho:   É  bem  provável  que sigamos uma  postura  um pouco mais ousada, mas prefiro tentar  realizar  e  somente   depois discutir a respeito.

Jornal de Angatuba:   Em    relação à gestão anterior, da Câmara de Angatuba, você tem algo  a dizer   sobre ela, se foi boa, se  foi má, contraditória, etc?

  Afonsinho: A bem da verdade, não posso questionar muito a gestão anterior, justamente porque  não  acompanhei  toda ela,  porém,  não  deixei  de  perceber  que  ela esteve um pouco  subjugada    pelo Poder      Executivo   e    isso não é ideal para  a  democracia,  eis  que  o seu pilar de sustentação é o próprio    Poder   Legislativo, com a  representação proporcional consubstanciada numa verdadeira caixa de ressonância da sociedade.

 

Jornal de Angatuba: Uma de suas primeiras ações como presidente  da  Câmara  foi  abrí-la para  receber  o  presidente da Câmara  dos  Deputados,      Arlindo Chinaglia. Nunca um presidente  da  Câmara  havia vindo  a Angatuba.  Este  fato,  com certeza,  já  foi  bastante    marcante  para  sua gestão, não é?

   Afonsinho:  É  verdade, logo de cara  já  tivemos  a   honra de receber  em  nossa  Casa  de  Leis o eminente deputado federal e presidente da Câmara, Arlindo  Chinaglia. Sem dúvida foi marcante. Conversamos muito rapidamente,  mas   pude     perceber, inclusive por sua atitude em relação  ao  tão  questionado   Plano  de Saúde, que se trata de um homem de virtude que não teme a opinião pública ao tomar decisões impopulares,   mas que resguardem  interesses muito maiores.  O mesmo se diga em relação  à  PEC dos vereadores.

 

Jornal  de  Angatuba:   Há   críticas de que vereadores da Câmara de Angatuba se preocuparam em demasia em conceder  títulos de cidadania e denominar   ruas.   O que você acha disso? Você também não acha que deveria existir critérios mais  minuciosos para essas homenagens?

Afonsinho:  É  verdade. Acredito que  a concessão de um título deve  guardar  estreita  relação  com a grande relevância e influência da personalidade homenageada, ficando cingido aos      eminentemente beneméritos.   É    bom  que se diga que as homenagens  são importantes,    mas não é a essência   do   legislativo. Ademais, a entrega sem  critérios   torna  o  título banal.

 

Jornal de Angatuba:  Para finalizar, o que você diria para a população, sobre o que ela pode esperar da atual composição de vereadores  de  Angatuba?

 Afonsinho: Vislumbro estar superada  a fase de mal-estar criada  durante  a  eleição  da Mesa, sendo certo que a população  pode esperar bons frutos nessa nova gestão. O importante  é  agir  com  temperança   e,  em  caso de grandes    celeumas,   zelar para que   a  autoridade da razão se sobreponha  à razão da autoridade.

Angatuba no New York Times: “POLLUTION OVER DISRUPTS- COUNTRY TOWN IN BRAZIL”

ALCYR NOGUEIRA

 

Angatuba  que  vem  ganhando  destaque  no noticiário escrito e falado em todo  o  Brasil, mercê do episódio BRASKRAFT, acaba  de  ser  manchete em Nova  York, através do jornal New York Times, dos mais prestigiosos dos Estados Unidos.

 

A edição do dia 24 de janeiro de 1978 publicou reportagem de autoria de Davi Vidal- com fotografia da cidade- na qual são apreciados vários aspectos referentes a controvertida  instalação da BRASKRAFT em Angatuba ´Ar fresco e perfumado de campo domina esta pequena comunidade agrícola e pecuária de 5.000 habitantes”. Assim começa a reportagem que relata com frases sóbrias e poéticas as pecularidades e hábitos de nosso povo, o movimento popular realizado recentemente em favor da instalação da fábrica, a controvérsia sobre o meio-ambiente que, segundo o jornal americano, “Angatuba e outras cidades rejeitam como um luxo que somente nações industrializadas sabem permitir”.

 

O grande jornal se refere ainda à oposição feita pelas cidades situadas ao longo do rio Paranapanema.

Assim, a pequena Angatuba atravessou fronteiras para ser manchete ilustrada num dos maiores jornais do mundo.

 

EXPLICAÇÃO: A BRASKRAFT, do ramo de celulose e papel para a imprensa, escolheu Angatuba para instalar sua unidade produtora, no bairro de Hermilo, onde foram iniciadas as fundações. Entretanto, nas cidades próximas do rio Paranapanema ocorreram veementes protestos contra a mencionada instalação, movimento que acabou impedindo o funcionamento definitivo da empresa. Economicamente, Angatuba perdeu bastante, mas, para ambientalistas, ganhou o meio-ambiente.

 

O ex-prefeito Alfio Verardi participou dos entendimentos iniciais para a instalação da Braskraft em Angatuba.

 

   (Alcyr Nogueira, ex-correspondente da Folha de São Paulo) é aposentado do IBGE)

Ano 2008: Projeto de Lei do Executivo é aprovado e prevalece sobre interesse do capital

A Câmara Municipal de Angatuba, em sessão extraordinária realizada no dia 4 de setembro, votou e aprovou o Projeto de Lei 51/2008, do Executivo, que institui “áreas de proteção e recuperação do municipio de Angatuba. Com a sala de sessões lotada de estudantes, além de ecologistas, professores e munícipes interessados pelo assunto, os vereadores sem qualquer comentário extra  aprovaram por unanimidade o projeto de lei. Com a aprovação, pode se dizer, como já foi dito, que o projeto de lei em questão, e que já foi colocado em prática, prevaleceu mesmo sobre o capital.

 

Sintetizando, o projeto foi concebido como mecanismo para recuperar a micro-bacia hidrográfica do ribeirão da cachoeira. “Nesta demarcação se encontram o ribeirão da cachoeira e seus afluentes, mananciais que fornecem a água para o abastecimento público”, enunciou a mensagem do prefeito José Emílio Carlos Lisboa (PMDB) à Câmara  Municipal. Acentuou o prefeito que “A contenção da degradação desta área tem sido objeto da preocupação dos técnicos das instâncias do meio ambiente tanto no âmbito municipal como da comunidade angatubense de um modo geral”.

 

Explicando que “O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de que as gerações futuras satisfaçam as suas próprias necessidades”, o prefeito justificou que “dentre várias constatações efetuadas nos mais diversos pontos do município, se constatou a destruição ambiental relacionada com o plantio de eucalipto. Estudos já comprovaram que a monocultura de eucalipto diminui a habilidade da terra de apoiar a vida humana e animal, reduzindo o suplemento de água e a área cultivada. Com isto a terra se torna improdutiva, trazendo grandes consequências para o meio ambiente e consequentemente para o ser humano. Isto já está acontecendo em nosso município”.

 

O prefeito explicou também que “este projeto é de caráter também social, pois tem como finalidade limitar a plantação da monocultura do eucalipto e pinus em nosso município, e principalmente na área onde se encontra os mananciais que  abastecem nossa cidade. Com esta providência estaremos imbuídos em evitar a degradação de nossa agricultura, e principalmente proteger os pequenos produtores e seus familiares”. Já foram evidenciadas a contaminação e diminuição das águas nos bairros Arealzinho e Ribeirão Grande, além do empobrecimento do solo, a perda da biodiversidade e modificação de paisagens.

 

Finalizando sua mensagem o prefeito Emílio enfatizou que é incumbência do Poder Público, controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente.

Jornal de Angatuba setembro/2008