Julio Poetzscher: idealização do FGTS e filha casada com angatubense

A   criação do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), em  1966,   deveu-se a dois cidadãos, diretores   da Associação   Comercial  do   Rio de Janeiro (ACRJ), João Baylongue    e Julio Poetzscher. Eles    idealizaram  e  sugeriram  este que é um dos mais importantes fundamentos dos direitos   do   trabalhador brasileiro.  Sobre a  idéia   , o FGTS   já  foi atribuído ao ministro do Planejamento da época, Roberto Campos, e   às   emendas e retoques  necessários em seu projeto  de lei ao então ministro do Trabalho,  Nascimento  Silva.

 

Sobre a criação do FGTS,   o então  presidente  da     ACRJ, Raul Góes, em artigo escrito em uma edição da revista da Associação  Comercial  do   Rio de Janeiro, de 1974, escreveeu:

 

“Quando instituições e publicações jurídicas internacionais  já se manifestaram  em termos de plena   concordância  a          respeito do   FGTS, instituto genuinamente  brasileiro,    criado  há   quase  oito  anos,  ou  seja , em 1966  pelo    primeiro  governo  da    Revolução, quando temos   notícia   de   que    institutos    análogos ou inspirados  pelo     FGTS  passaram  a  vigorar  no  México  e  na  Argentina   e  que,    em outros   países,    vem   sendo objeto  de estudos de especialistas do Direito do Trabalho; não  obstante isto, pouca  gente  sabe quais foram os idealizadoes desse original digesto da nossa legislação social”.

 

   Afirmou adiante, “ambos delinearam  e   esboçaram, em suas linhas gerais, essa importante conquista para o trabalhador, sendo que João Baylongue fora o que mais propaganda fizera da idéia, enquanto Poetzscher  se  ocultava em sua poética modéstia (……) Quanto “à paternidade   do FGTS, creio   que  meu  fidedigno  relato, que  muitos  podem  testemunhar, desfez qualquer dúvida ou equívoco nesse sentido. A sugestão e os estudos iniciais partiram daqueles dois inteligentes diretores da Associação  Comercial  do Rio de Janeiro.

 

                                    

                                                                                                             Filha casada com angatubense

   Júlio    Poetzscher    nasceu    em 1905  e morreu em 1966. Natural de  Curitiba, aos 15 anos foi para a Alemanha estudar comércio exterior.  Para   se manter   na Europa  lecionou português.

 

Casou-se  com   Agnes  Goldbeck com   quem    teve    quatro   filhas, entre elas Hannelore  Poetzscher , que se casou com Nacib Abdelnur,   natural  de      Angatuba.

Poetzscher era dono da firma Julop Comércio Exterior, foi empresário atuante em vários ramos de negócios, entre eles comércio de navios, pedras preciosas,     seringais, empresa de ônibus, fazenda de gado e lavoura.

 

Foi    presidente   da    Associação Comercial     do    Rio de Janeiro, era amigo do ex-presidente do Brasil,   marechal    Castelo    Branco e de outras personalidades nacionais.

Eleições 2008: Candidato a prefeito pelo PSC, Onofre Soares, em depoimento ao Jornal de Angatuba

Precisava escrever algo de importância aos angatubenses. Pensei em falar sobre minha vida; quando comecei a trabalhar de servente de pedreiro com 11 anos de idade ao lado de meu pai e depois com meu cunhado “João Carlos da Madeireira Dois Irmãos”, também como servente. Trabalhamos, inclusive, meu cunhado e eu, na construção das casas populares da Vila Progresso. Mas isso não tem importância…

Pensei em falar, também, do meu ingresso no serviço público, precisamente, no Poder Judiciário no Fórum de Angatuba, até então com 14 anos de idade, local onde permaneço já há quase 19 anos. Mas, isso também não tem importância.

 

Pensei em falar sobre meus pais. Minha mãe que trabalhou como bóia-fria, empregada d

doméstica, varredora de rua e se aposentou como cozinheira do barracão da prefeitura, ou então, do meu pai que teve na vida inteira o ofício de pedreiro até se aposentar por invalidez, mas mesmo após a sua aposentadoria continuou a trabalhar como vendedor de cachorro quente, pois era necessário. Mas, isso também, não tem importância.

 

Pensei em falar também das minhas frustrações de infância e adolescência, de quando a maiorias das crianças da minha idade ao retornarem da escola iam brincar, enquanto o trabalho depois do estudo era minha única companhia e diversão. Ou então, da frustração de não ter tido uma bicicleta, um tênis de marca (eu usava o “Quixute” e depois o “Conga”), uma camiseta e uma calça de marca, coisas que vários de meus colegas ostentavam. Hoje sei que todas aquelas coisas não passaram de simples ilusão e, na verdade o que eu precisa mesmo, meus pais me deram em abundância: honestidade e o ânimo para trabalhar independentemente de qual fosse o serviço. Mas, isso também, não tem importância.

 

O que tem importância na verdade, é o que fomos, somos e queremos ser, o que cada um de nós angatubenses queremos. Angatuba é uma cidade que está pronta pra crescer, apresentando níveis altos de infra-estrutura, educação de qualidade e saúde bem acima da expectativa se comparada com muitas outras cidades. Evidentemente, precisamos sempre melhorar. Melhorar deve ser sempre uma busca  incessante de cada ser humano e, às vezes para melhorar temos que mudar, mas, mudar pra melhor e não simplesmente mudar por mudar.

 

Quero repassar a cada um de vocês o meu espírito de luta e perseverança na busca do melhor caminho para Angatuba. Aquela força que vai desde a criança quando começa a andar, cai e depois tenta de novo, volta a cair, mas não desiste de continuar. Aquela garra de quando adolescente, numa partida de futebol com os amigos, mesmo perdendo por dez a zero nunca desiste e acredita que pode virar o jogo. Aquela disposição de quando jovem, acredita que pode mudar o mundo, ou parte dele, esperando apenas uma oportunidade. Aquele desejo de quando já adultos, e que outrora não tivéssemos condições melhores, buscamos isso para nossos filhos. Ou ainda, aquele espírito de quando, já mais vividos, aposentados, mesmo assim queremos continuar a contribuir de alguma maneira para o desenvolvimento de nossa cidade.

 

 

Hoje, sou candidato a prefeito. Mais uma luta. Mas, essa é uma luta diferente. Não depende só de mim. Depende de cada angatubense, que assim como eu acredita que podemos sempre conquistar algo mais.

Não sou candidato contra Calá, Akamilton ou Isaías. Sou candidato a favor da esperança e de um ideal: o trabalho. Só com o trabalho é que podemos obter a dignidade para todos.

 

Meu companheiro de chapa, candidato a vice-prefeito, Adilson, não poderia ter outra escolha melhor. Assim, como eu, é de família humilde e, tem sua vida pautada no trabalho, honestidade e dignidade. Posso afirmar sem sombra de dúvida, que se formos os escolhidos pelo povo, nos momentos em que eu tiver ausente perante a Prefeitura, ele será um vice-prefeito à altura do que Angatuba merece.

 

Por fim, sou filho de Angatuba e por isso vou lutar por ela.

Uma nova luta começou!

Vencer só depende de nós.

Seguir em frente é nosso desafio.

Muito obrigado pela atenção.

 

Onofre, candidato a prefeito pelo povo de Angatuba, número 20

SETEMBRO 2008- Há 100 anos Angatuba passou a se chamar Angatuba

São tantas as datas importantes no calendário que às vezes elas passam batidas mesmo entre    os observadores mais atentos, e mesmo quando elas representam uma conta redonda, como anda ocorrendo em 2008 que apresenta uma efeméride pródiga em comemorações  e  reverências.   E entre todas estas datas importantes uma é sobre Angatuba, afinal  de  contas foi através da Lei 1150 de 7 de dezembro de 1908 que a cidade passou a ter esse nome: Angatuba.

O povoado que, inicialmente, chamou-se Bairro Palmital foi elevado à categoria de Freguesia pela Lei Provincial n. 7, de 11 de março de 1872. Através da Lei  27 de 10 março de 1885. foi elevado a município.Outros nomes de Angatuba foram Ribeirão Grande do Palmital e Espírito Santo da Boa Vista.

 

O nome até hoje  acirra a polêmica

Na  enciclopédia livre Wikipédia, da rede internacional  de  computadores está lá, “Angatuba é termo indígena que significa abundância de ingás. Do tupi ingá: angá ou ingá, , o fruto adocicado do ingazeiro; e tyba: grande quantidade, abundância.

O advogado José Roberto Loriaga Leão reacendeu a polêmica que valeu matéria  publicada  na  edição  197, julho/agosto de 2008, quando citou Aurélio Buarque de Holanda, reiterando, “Anga, que vem do tupi, quer dizer abundância, e tuba, que é variação de tiba, que também vem do tupi, quer dizer mau-olhado, inveja, enguiço, coisa ruim”.    O advogado, ainda, na ocasião,  até sugeriu que, por causa do “significado” do seu nome atual, Angatuba poderia mudar o nome para “Felicidade” e incitou que outras pessoas também sugerissem.

Diante  de   tantas  polêmicas, empresário local enviou ao Jornal de Angatuba,  para apreciação,  o  “Dicionário   Tupi Português- com esboço de gramática   de Tupi Antigo”, de Luiz  Carlos  Tibiriça, no qual existem as palavras “anga”, “angá” e “tuba”. O que observa-se  ali é que “anga” tem mais de um signficado, vai dos promones “este”, “esta”, “estes”, “estas”, “isto”; para, “à sombra”, “abrigo”, “alma”. Com  acento agudo no último a,  Angá  passa  pela “expressão de surpresa agradável , ´ó que bom!´ e ao mesmo  que  ´ingá´ , a  “afeição, ternura”. Vale  realçar  aqui que a palavra “angatu”, segundo esse dicionário, significa “alma boa”, “bem estar”, “felicidade”. Por sua vez,  a palavra “tuba” passa por “abelha  rainha”; ou certa  variação de abelha.

Aberto  ao debate, o Jornal de Angatuba também   inquere , “anga”,   de Angatuba,    vem do “anga” ou   do “angá”?    Cabe ao leitor       questionador   montar suas    combinações  acerca   do nome   de Angatuba e enviar  ao Jornal o conteúdo de sua pesquisa.

A título de curiosidade o Jornal de Angatuba, no box abaixo, elenca algumas cidades  cujo sufixo é tuba e suas argumentações para o significado. Começando com “anga”, no Brasil apenas Angatuba.

Araçatuba: ‘abundância de araçás”. Araçá é uma fruta.

Ubatuba: “abundância de cana silvestre” ou “bosque de cana silvestre”

Caraguatatuba: “lugar de muitos caraguatás”. Caraguatá é uma fruta da mesma família do abacaxi.

Taquarituba: “lugar onde há muitas taquaras”

Macatuba: “abundância de macás”. Macá é uma espécie de palmeira.

Ivatuba (PR): “pomar”

MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL DE ANGATUBA DE 19 DE SETEMBRO  A 4 DE OUTUBRO DE 2008         

Câmara aborda Lei Estadual n° 1.150 de 7 de dezembro de 1908 que mudou o nome do município. Significado do nome Angatuba é explicado

Uma cena do início do século passado de Angatuba

No ano de 1987 a Câmara Municipal de Angatuba debateu e votou o Projeto de Lei do Executivo n° 008/87, que deu forma aos símbolos municipais, o Brasão de Armas e a Bandeira Municipal.  Dias antes, a prefeitura enviou a Mensagem n° 008/87, relativa ao Projeto, datada de 26 de fevereiro de 1987, como forma de enriquecer o debate no Legislativo, que explicava a Lei Estadual n° 1.150, de 7 de dezembro de 1908, que mudou a denominação de “Espírito Santo da Boa Vista”, então comarca de Itapetininga para Angatuba.

 

Mensagem enviada pelo prefeito José Emílio Carlos Lisboa afirmou o seguinte:

“(….)Tomamos conhecimento de que tal fato deu-se em virtude de repetição de nomes de cidades que criava sérios problemas resolvendo o Governo Estadual, substituí-los por topônimos ou tupi, Assim, ESPIRITO SANTO DA BOA VISTA chamar-se-ia  ANGATUBA, dada a abundância dos ingazeiros junto ao Paranapanema, Itapetininga e Guareí. Todavia JULIO PRESTES, então deputado estadual pela região ponderou que melhor seria ANGATUBA, mais próximo da repetida denominação cristão e objetivo de substituição.

Ocorre, no entanto, que a tradução correta é a seguinte:

ANGATUBA nada mais é que o acoplamento do substantivo tupi-guarani  ANGA com o advérbio tupi TUBA, com o seguinte significado:

ANGA: quer em tupi, quer em guarani, significa “alma”, “espírito”, daí a razão de filiar ANGA à idéia de Espírito Santo;

TUBA: sufixo tupi, indica “sítio, local”, “morada”.

Conclue-se que : ANGATUBA, literalmente falando nada mais é que REUNIÃO DE ALMAS, ou ASSEMBLÉIA DE ESPÍRITOS ou melhor, por ser mais poético, ‘MORADA DOS ESPÍRITOS, simplesmente por estar mais de acordo com o seu primitivo nome ESPIRITO SANTO DA BOA VISTA.

Em vista do exposto, é que estamos propondo a mudança do nosso Brasão de Armas e da Bandeira Municipal, com embasamento científico e com o orientação do Dr. Lauro Ribeiro Escobar, heraldista e vexilólogo, do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito, inclusive esclarecendo que quando a ele levamos o nosso problema, já tinha conienciada inexatidão dos nossos símbolos.

Pedimos a V. Excias, a apreciação nos detalhes elaborados para compor o Brasão e a Bandeira, devidamente descritos no referido Projeto de Lei, frutos de um trabalho de estudos num período de dois anos e meio, onde procuramos observar todos os detalhes imagináveis , referentes à história de nosso Município (….)”.

Projeto de Lei n° 008/87 define os símbolos do município de Angatuba

Brasão de Angatuba

No dia 4 de março de 1987 foi aprovado na Câmara Municipal, o Projeto de Lei n° 008/87 do Executivo,  que dispõe sobre os símbolos do município de Angatuba. São símbolos de Angatuba o Brasão de Armas e a Bandeira Municipal, sobre os quais discorremos na seqüência:

 

BRASÃO DE ARMAS

  O Brasão de Armas do Município de Angatuba, idealizado pelo heraldista vexilólogo,  Lauro Ribeiro Escobar, do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito, assim se descreve: escudo ibérico, de ouro com uma cruz pátea de goles, entre dois machados de sable, o de destra voltado e chefe de blau, carregado de uma pomba de prata, aureolada de ouro e descendente. O escudo é encimado de coroa mural de prata, de oito torres, suas portas abertas de goles e tem como suportes, à destra e sinistra, hastes de milho carregadas ao pé de feixes de arroz, tudo folhado e produzido, ao natural. Listel de blau, com o topônimo”ANGATUBA” em letras de ouro.

 

O Brasão de Armas ora instituído tem a seguinte interpretação:

 

I-O escudo ibérico era usado em Portugal à época do descobrimento do Brasil e sua adoção evoca os primeiros colonizadores e desbravadores da nossa Pátria.

 

II- O metal ouro do campo do escudo, constitui representativo heráldico de riqueza, esplendor, generosidade, nobreza, glória, poder, força, fé, prosperidade, aludindo à tenacidade do povo de Angatuba, que se desdobra em diuturna faina, por alcançar o progresso pessoal e o engrandecimento de seu torrão natal.

 

III- A cruz pátea assinala a formação cristã do povo de ANGATUBA e a ereção da Igreja Matriz, em terras doadas em 1862 por José Marcos de Albuquerque, base para a fixação do homem ao local. A cor goles (vermelho), significa audácia, coragem, valor, galhardia, nobreza compíscua, generosidade e honra, salientando os predicados dos primeiros povoadores da região, legados aos seus pósteros, e os sacrifícios enfrentados nos primórdios da colonização.

 

IV- O machado é símbolo do trabalho constante e eficaz e a cor sable (preto), da prudência, fortaleza, constância, simplicidade, sabedoria, ciência, gravidade, honestidade, firmeza, moderação, silêncio e sagrado, a revelar o trabalho de administradores e munícipes e a forma pela qual aqueles conduzem os destinos do Município.

 

V- O chefe é a primeira das peças honrosas de primeira ordem e a cor blau (azul) é emblema de justiça, formosura, doçura, nobreza, perseverança, glória, virtude, firmeza incorruptível, zelo e lealdade, fazendo, uma vez mais, referência aos atributos do povo de ANGATUBA e as belezas naturais de região.

 

VI- A pomba aureolada é a representação do Divino Espírito Santo, em sua manifestação quando do batismo de Jesus Cristo, aludindo ao Santíssimo Padroeiro do Município e evocativo da pomba de prata doada à Igreja Matriz em 1874, pelo Tenente Thomaz Dias Batista, doação que foi o ponto de partida da formação de uma Irmandade incumbida de organizar as festas em homenagem ao Divino Espírito Santo. O metal prata representa a felicidade, pureza, temperança, verdade, fraqueza, integridade e amizade, sublinhando o clima de harmonia e compreensão de que desfrutam os munícipes.

 

VII-A coroa mural é o símbolo da emancipação política, e de prata, com oito torres, das quais apenas cinco estão aparentes, constitui a reservada à cidades. As portas abertas indicam o caráter hospitaleiro do povo de ANGATUBA e a cor goles (vermelho), na posição em que se encontra na coroa mural e por ser no Brasil a indicativa do Direito e da Justiça, está a se referir à circunstância de ser Angatuba cabeça de Comarca, como a dizer “Dentro destas porta encontrareis a Justiça”.

 

VIII- As hastes de milho e os feixes de arroz, produzindo, atestam a fertilidade das terras generosas de ANGATUBA, de que são importantes produtos e apontam as lides do campo como fator básico da economia municipal.

 

IX- No listel, o topônimo “ANGATUBA” identifica o Município.

  

Bandeira de Angatuba

BANDEIRA MUNICIPAL

-A Bandeira de ANGATUBA, idealizada pelo heraldista e vexilólogo, Lauro Ribeiro Escobar, assim se descreve: retangular, de amarelo, com um triângulo de azul, movente de tralha, carregado de um triângulo de branco, sobrecarregado do Brasão de Armas a que se refere o artigo 2°.

 

-Tem a bandeira 14 módulos de altura por 20 módulos de comprimento; o triângulo de azul tem a base coincidentemente com a tralha e 18 módulos de altura; o triângulo de branco, com a base superposta à do primeiro, tem 12 módulos de altura e o Brasão de Armas tem 5, 5 módulos de altura.

 

-Os triângulos superpostos formam pontas de lanças, a representar o impulso irrefreável com que ANGATUBA se atira a um futuro promissor.

 

 

O USO DO BRASÃO

-O Brasão de Armas de ANGATUBA é exclusivo do Poder Público Municipal e será usado, obrigatoriamente, nos documentos, correspondência oficial e demais papéis do Executivo e do Legislativo Municipal; no gabinete do prefeito e na sala das sessões da Câmara dos Vereadores.  Facultativamente, nas  fachadas dos edifícios públicos; nos veículos oficiais; nos locais onde se realizam festividades promovidas pela municipalidade.

 

ESTÁ NA LEI

A apresentação e sinais de respeito devidos aos símbolos de Angatuba regular-se-ão no que couber pela legislação federal. É proibida a apresentação e reprodução dos símbolos de Angatuba em locais ou situações incompatíveis com o decoro, bem como em propaganda comercial e política.

Mediante expressa autorização e a exclusivo critério do prefeito, poderão os símbolos de Angatuba serem reproduzidos em distintivos, selos, medalhas, adesivos, flâmulas, bandeirolas, objetos artísticos ou de uso pessoal, em campanhas cívicas, assistenciais, culturais ou de divulgação turística.

As reproduções deverão obedecer às proporções e cores originais, ficando para tal arquivados na prefeitura, exemplares destinados a servir de modelo.

Para a reprodução monocromática do Brasão de Armas, é obrigatória a representação de seus metais e cores de acordo com a convenção heráldica internacionalmente aceita.

Os símbolos de Angatuba reproduzidos em desacordo com a presente lei serão apreendidos, sem prejuízo para os cofres públicos, ficando o Poder Executivo autorizado a estabelecer multas e outras cominações por Decreto.

 

 

Lauro Ribeiro Escobar

LAURO RIBEIRO ESCOBAR

Sobre o criador dos símbolos de Angatuba, ele é procurador do estado aposentado. Lauro Ribeiro Escobar é um dos poucos especialistas do país no estudo e confecção de brasões (heráldica) e de bandeiras (vexilologia). Na atividade desde 1968, ele criou símbolos para mais de 300 cidades em catorze estados brasileiros, incluindo a bandeira de São Paulo, instituída em 1987. “Busco elementos da região, pode ser uma característica geográfica, uma construção ou uma lenda”, diz Escobar, que não cobra pelo serviço.

Novembro de 2008 – Deu no Estadão – “Angatuba pouco sabe sobre tristeza”

JOSÉ MARIA TOMAZELA  

 

A estudante Lais Sales, de 14 anos, mantém uma rotina; todo dia, antes de ir para a escola, coleta o lixo de casa e separa o material orgâniico do reciclável. Sua  amiga  Suélen Ferreira, de 13, faz a mesma coisa e o amigo de ambas, Diego dos Santos, de 16, ensinou o pai a  fazer isso também na serralheria. Legal, mas em Angatuba, no sudoeste de São Paulo, isso não é novidade.

Os 21.509 moradores separam o lixo e entregam o reciclável a uma cooperativa. Só lixo orgânico vai para o aterro. “A gente faz porque gosta e sabe que é melhor para todos”, diz Vinícius Costa, de 15 anos.

 

A coleta seletiva integra as ações que a cidade desenvolve para ter qualidade de vida. Outro exemplo  é  a  medicina ayurvédica adotada na rede pública. Conhecida como a mãe da medicina, a ciência de origem indiana trata e corrige pequenos desequilíbrios para evitar que se tornem doença.

 

O prefeito José Emílio Lisboa, de 57 anos, que administra a cidade  pela quarta  vez, gosta das experiências. “Pode-se viver com qualidade de vida, em harmonia com o ambiente. “Quando a cidade tinha índice elevadíssimo de mortalidade infantil, ele combateu a anemia das gestantes com alimentos ricos em ferro. No auge do etanol, construiu  uma  usina para produzir combustível para a prefeitura. A cana de agricultores familiares vira também rapadura, melado de açúcar mascavo para a merenda escolar.     Foi por causa da usina que Angatuba aderiu ao conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB). A psicóloga americana Susan Andrews, do  Parque Visão Futura, ecovila espiritual auto-sustentável criada após a Eco-92 no interior de São Paulo, foi conhecer o projeto. “Ela gostou da cidade e nos incluiu no programa iniciado no Butão”, diz o prefeito.

 

Os conceitos de ambiente e vida saudáveis foram levados às escolas. O estudante Vinícius, amigo de Laís, Suélen e Diego, passou a usar máscara na oficina de pintura do pai. “Fiz eles largarem de fumar”, conta. Os adolescente são do tipo que, se vêem uma garrafa PET, abaixam e recolhem.

 

O resultado das primeiras pesquisas de FIB, em que 450 moradores de Angatuba responderam  aos questionários de Susan, mostrou o que já é verificável numa simples caminhada pela cidade: 89% dos  participantes se consideram felizes; 89% consideram a qualidade de vida boa ou muito boa; 80% estão satisfeitos com o relacionamento familiar; 94% consideram a saúde satisfatória e 73% estão satisfeitos com a qualidade da educação dos filhos.

 

A pesquisa, contudo, também aponta preocupações: embora todos se digam preocupados com o ambiente, poucos o protegem e, apesar de todos se sentirem constantemente sob stress, poucos se exercitam. “Também percebemos que a maioria dedica boa parte do tempo para assistir à TV”, disse Susan.

 

Quem chega de fora, até estranha: a cidade é simples, até pacata, mas muito limpa e arrumada. As pessoas cumprimentam os estranhos, são solícitas, dão informações. “Sabe que aqui 100% do esgoto é coletado e tratado?” , pergunta Roseli Machado, balconista. “E não tem violência. A gente pode deixar a loja sozinha e ninguém mexe”, acrescenta a colega, Érica Vieira.

 

Os adolescentes gostam dali, mas sabem que logo terão que sair para continuar os estudos. Lais quer fazer Biologia. “Hoje  não sinto falta de nada, pois tem muita diversão e internet de graça”. A comerciante Maria de Lurdes Amaral, dona de uma loja de agropecuária, considera a cidade ideal “para quem não espera coisas extraordinárias”. Duas filhas saíram para cursar Direito e Economia da Universidade de São Paulo (USP). “Sempre que podem, voltam”.

 

A aposentada Jocelin Maria Pedroso,em depressão  profunda, trocou os medicamentos tarja preta pelo tratamento com massagens no Centro de Atendimento Psicossocial. Ela diz que foi como se tivesse nascido de novo. “Agora posso dizer que sou feliz”.

MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL “O ESTADO DE SÃO PAULO” EM NOVEMBRO DE 2008 

Janeiro de 2009 – R$ 35 milhões são conquistados para duas obras do governo Calá

A cerimônia de posse dos prefeitos e vereadores em Angatuba marcou, além da nomeação   das novas autoridades, o início dos trabalhos do governo Carlos Augusto Turelli,  o  Calá.     Durante o discurso do vereador  João  Luiz    Meira,   foram  anunciadas duas  obras  que totalizam um valor de aproximadamente  R$  35 milhões.

O investimento para a realização desse projeto  foi  repassado  pelo  Governo do Estado  e   conquistado   através  de   um trabalho  desenvolvido pelo prefeito Calá, antes  mesmo de  assumir  o cargo, e integrantes do PSDB em parceria com o deputado  estadual  Edson Giriboni (PV).

A   verba   será   destinada   ao  recapeamento e  pavimentação de duas estradas, uma que liga   Angatuba  a  Itatinga  e  outra que corta a região  dos bairros dos Leites e Arealzinho. Este segundo projeto ainda está aberto a algumas  alterações quanto ao ponto de término da estrada.

O trecho correspondente à estrada de Itatinga  é  formado  por  58 km  e  terá R$ 24 milhões   destinados  à obra.  Já  o  que  corta  os  bairros  em  direção  à  rodovia  Raposo Tavares   compreende     uma extensão de 24 km de  estradas  de terra  e  terá precisamente R$ 10  milhões  destinados à pavimentação.

As  estradas, que hoje se encontram em  condições  precárias, são trajetos de muitos   moradores     que     seguem  em    direção   às   cidades  de  Itatinga  e  Itapetininga,   os  quais serão beneficiados pela segurança, manutenção  dos  veículos e tempo de percurso.

Outro aspecto importante será a melhoria que  o  projeto   trará   a      quem     mora    nos bairros citados, onde  não  há asfalto e as estradas estão esburacadas. Para  essas  pessoas  o   acesso  à  cidade  ficará   mais   fácil.

O convênio  será  assinado  pelo  governador    do Estado  em 8 de janeiro de 2009,  no Palácio dos Bandeirantes com as presenças do prefeito Calá e do deputado Giriboni.

Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Angatuba

 Publicado no Jornal de Angatuba edição de 16/31 de janeiro de 2009

 

A família Orsi, desde a Itália

Família  originária de Capannori   e Sant`Andrea di  Compito,  província de  Lucca.   Pertenceu à esta família Orsi, o primogênito   Vicenzo   Orsi,  o  qual , casado com Orsolina Amadei, que  teve  o  filho  Giovanni   Nicolao  Orsi,  que  em  bodas  com  Fiorellina Di  Martella, deu origem  à família  Orsi  Martella.

 

Giovanni  Nicolao   Orsi  nasceu  em  27  de  dezembro  de  1881,  na  localidade  de  Capannori,  e ali   viveu  até   a   idade  de  quatorze  anos, quando no ano  de  1896,  para   fugir   das  dificuldades enfrentadas na região, Vicenzo Orsi e seu filho Giovanni,  e  outros    parentes,    entre  eles Pietro Orsi,  Rafaello  Giovanni  Orsi,  partem  para o Brasil,  a  procura  de    novas                  oportunidades.   Vieram   como    trabalhadores   no navio  “Fortunata Ragio”,  onde  trabalharam  como  operadores  da  casa  de  máquinas,  cozinheiros   e      faxineiros de convés, a  fim  de  pagarem  a  passagem  de  terceira  classe.  Chegaram  ao  Brasi l no  dia 1 de   abril  de 1896.  Ao  chegarem  Vicenzo  e  Giovanni   fixam  residência  junto  a  seus  parentes  na cidade de Tatuí. Pai  e  filho  trabalham  em  diversos  afazeres  até  por  volta  de  1901, quando  passam  a  trabalhar  na  torrefação  de  café de familiares.

 

No ano de 1902, Giovanni, retorna a Itália, a  fim  de  prestar  o  serviço  militar.  Lá  chegando conhece   Fiorellina   Di Martella,  nascida  em   14   de  janeiro de 1883, na localidade de Sant´Andrea di Compito. Filha primogênita de Cosimo Martella e de Elisa Micheletti.

 

Em 13 de fevereiro de 1904, Giovanni e
Fiorellina casam-se em Capannori. O casal procura estabelecer residência na própria localidade, porém  por  problemas  pessoais ,  Giovanne  resolve   retornar  ao   Brasil.  O  casal chega em  outubro  de 1904 no porto de Santos, onde passam a partir daquela data a assinarem  respectivamente  o  nome  como  João  Orsi  e Fioralina Di Martelli Orsi.

 

De lá parte para Tatuí, onde Fiorellina, grávida, dá a luz em 30 de novembro de 1904 ao primogênito  Júlio Orsi. Futuramente , na mesma cidade, dá a luz a seus outros filhos, Domingos  Orsi  e  Vicente  Orsi  Neto.  Retornando ao seu emprego na torrefação de café, de propriedade do marido de sua madrinha, permanece até o ano de 1905, quando partem para a Angatuba, de trem até o distrito de Rechã. De  lá  chegam  a  Angatuba  em  uma carroça, trazendo  seus  filhos  e  seus pertences, fixando  a  residência  e  atividade comercial.   Em  Angatuba,  nasceram  seus filhos  Raphael  Orsi, Arnaldo Orsi, João Orsi Júnior, Palmiro Orsi, Florindo Orsi e Rolf Nazareth  Orsi,  até  o  falecimento  de ambos. Giovanni Nicolao Orsi (João Orsi), veio a falecer  em  29  de  janeiro de 1950, e Fiorellina Di Martella Orsi (Fioralina), faleceu em 24 de abril de 1965.

 

 

                                                                                                         O transporte coletivo como atividade

Uma  de   suas  atividades    comerciais         foi  o   transporte  de  trole, levando  passageiros  até  à   estação    de    Angatuba. Posteriormente,  no ano  de   1926,   iniciou-se um  transporte de passageiros  com  um caminhão Chevrolet ano 1926, fazendo lotação de romeiros para      Pirapora  do  Bom   Jesus.       Foi numa   dessas      viagens  que  o caminhão  enguiçou  em    uma   passagem   de    nível   em  Sorocaba, e foi  arrastado   pelo  trem.  O  caminhão  ficou numa       posição curiosa . Ninguém se feriu  no  acidente.

 

  Quando João Orsi comprou  o  seu primeiro carro era chamado    de  “carro de    aluguel”. Levava os   passageiros  para  as      f azendas   próximas  de    Angatuba   e    foi    numa  dessas viagens pela     antiga  estrada de Paranapanema que sofreu um acidente com o seu carro vindo a falecer.

 

Foram filhos do casal GIOVANNI e FIORELLINA:

 

JÚLIO  ORSI,   nascido   na   cidade  de  Tatuí,  em  30  de  novembro  de  1904.   Trabalhava  como  escrivão de  polícia,  vindo    a  falecer   na   cidade   de  Itapetininga  em 4 de junho de 1988.

 

DOMINGOS  ORSI,  nascido  na  cidade  de Tatuí, em  18  de  abril  de  1906.   Era  motorista e co-proprietário  da  empresa  de  ônibus São Vicente, vindo  a  falecer  na  mesma  cidade    em  19  de        março de 1978.

VICENTE  ORSI  NETO, nascido na  cidade de Tatuí, em 22 de janeiro de 1908. Foi motorista e proprietário  da  empresa  de ônibus  São  Vicente  foi   motorista de  Júlio  Prestes  de     Albuquerque,  em  24  de   novembro de 1931, Vicente Orsi Neto  fundou a primeira empresa de ônibus  da  cidade  de  Angatuba, juntamente com seu  irmão  Domingos Orsi.  A  jardineira  partia  de  Angatuba com  destino  a  Itapetininga  e, mais tarde, foi ampliado o percurso até Bom Sucesso, hoje  Paranapanema.  Nessa  ocasião,  João  Orsi   Júnior entrou na sociedade-da empresa- e  estendendo  o  percurso  até Itaí. Também foi vereador e presidente da câmara  de  Angatuba,  vindo  a  falecer  em  29  de  abri l de   2000   na  cidade  de  Angatuba.

RAPHAEL ORSI, nascido na cidade de Angatuba, em 14 de novembro de 1909. Por motivo  de  saúde,  foi para a Itália ainda  jovem fazer tratamento. Lá mostrou  seus dons, como pintor, deixando  obras no teto da Igreja de Sant´Andréa de Compito, em Lucca. Retornou  para  o  Brasil  após  a primeira guerra mundial. Na Itália ele presenciou e viveu todas as dificuldades e facetas da Primeira Grande  Guerra Mundial, vindo a falecer na mesma cidade em 25 de setembro de 1978.

 

ARNALDO ORSI,  nascido  na  cidade  de Angatuba, em 7 de setembro de 1911. Foi sócio da empresa de ônibus São Vicente, responsável pela linha que fazia o trecho Itapetininga-Guareí. Depois com o seu próprio caminhão , trabalhou na linha de leite entre  as  fazendas  e  a  fábrica  da  Polenghi.  Faleceu  n a mesma  cidade em 19 de abril de 1006.

 

JOÃO ORSI JÚNIOR, nascido na cidade de  Angatuba, e m 04  de dezembro de 1914.  Foi motorista e sócio da empresa de ônibus  São  Vicente  futuramente vindo a ser proprietário da linha Angatuba-Paranapanema; Paranapanema-Itaí;  foi vereador e prefeito desta cidade, vindo a falecer na mesma em 6 de maio de 2001.

 

PALMIRO ORSI, nascido  na  cidade  de  Angatuba,  em  1  de  abril de 1919. Trabalhou no comércio, foi construtor e proprietário dos dois primeiros postos de gasolina de Angatuba,  um  em  frente  da  praça  dos  Expedicionários  e  outro  na  rua  Cornélio  Vieira de  Morais,  atual  Posto  Ipiranga;  junto  com  o  posto  Texaco na Praça dos Expedicionários  teve  um  restaurante,  foi  também,  produtor  rural e proprietário de várias casas no município. Faleceu na cidade de Itapetininga em 3 de agosto de 1976.

 

FLORINDO ORSI,  nascido na cidade de Angatuba, em 25 de maio de 1020. Trabalhou no comércio , ajudou na empresa Ônibus São Vicente como cobrador e contador, responsável  por  receber  o  dinheiro das passagens dos ônibus que vinham de Itapetininga, foi  pecuarista  e  produtor  de  leite. Faleceu  na  mesma cidade em 3 de abril de 1965.

 

ROLF NAZARETH ORSI, nascido na cidade de Angatuba, em 22 de agosto de 1923. Começou  a  trabalhar  com  13  anos  de idade, como cobrador na empresa de ônibus. Após tirar a carteira de habilitação, trabalhou como motorista da empresa de ônibus. Depois de alguns  anos comprou o seu próprio caminhão ano 1937 o qual viajava para São Paulo, fazendo  o  transporte  de  cargas.  Trabalhou  com  seus  dois  caminhões  com os  americanos no Conselho Nacional do Petróleo (hoje Petrobrás) na sondagem de petróleo  em  Angatuba,  depois  seguiu  para Jazarezinho (PR), Ponta Grossa (PR) e depois  Uruçanga (SC), na  mesma  firma. Retornou para Angatuba no ano de 1954, trabalhou como motorista até se aposentar com o caminhão, ainda vive na cidade em que nasceu.

Outubro de 1962- Acesso à rodovia Raposo Tavares

MATÉRIA  PUBLICADA  NA  FOLHA  DE  SÃO  PAULO  EM  OUTUBRO  DE  1962. TRATA-SE DE  IMPORTANTE  REIVINDICAÇÃO  DE  ANGATUBA

Esta cidade ainda não obteve o benefício proporcionado a inúmeras localidades do interior, qual seja o asfaltamento das variantes que demandam as rodovias pavimentadas.

Ligada  à via Raposo Tavares por apenas cinco quilômetros, Angatuba há  muito  reivindica  a  pavimentação do trecho, num clamor justo que não encontra ressonância nas esferas governamentais, a despeito dos esforços das autoridades e políticos locais.

Não  bastassem os elevados objetivos do Plano de Ação do Governo do Estado, lembraríamos  para  justificar  tão  legítimo  anseio o  fato  de contarmos apenas com os meios rodoviários para as nossa viagens, apesar de o município ser cortado pela Estrada de Ferro Sorocabana, cuja estação,  a 12  quilômetros  da cidade, torna a  ferrovia  inservível ao nosso desenvolvimento. São Paulo, Sorocaba,  Itapetininga  e outros  centros de nosso contato obrigatório  estão ligados a Angatuba pela BR-34 através dessa curta variante.

As  últimas  estatísticas  do  DER,  levantadas  no  trecho,  comprovam as nossas afirmações, pois registram um movimento diário aproximado  de  200  veículos. Acrescente-se que, inexistindo o melhoramento pleiteado, boa parte trafega por outra estrada  paralela, a da Estação de Angatuba. Deduz-se , então, que o trecho em causa é vital para a cidade- a via por onde caminha o nosso progresso.

Na medida  das  nossas  possibilidade  vamos  trabalhar  pela  vitória  dessa causa. A nossa trincheira já está assentada; daqui vamos reivindicar, pedir e até implorar a pavimentação da via que nos leva até à Raposo Tavares, certos, entretanto, que estamos coerentes com o pensamento de um povo que acredita nos seus governantes e que  sabe o que pede.

Registramos aqui um voto de confiança na ação do ilustre governador Carvalho Pinto, cuja obra de governo, oferecendo melhores   condições de vida às populações sofridas, constitui-se na  mais  bela  página  da  história  administrativa  de São  Paulo”.

Em tempo: O asfaltamento da via que liga Angatuba ao Alto da Serra  só  aconteceu em 1969, primeiro ano  da gestão do então prefeito Roberto Ivens Vieira.

Alcir Nogueira, ex-correspondente da  Folha de São   Paulo  e aposentado do IBGE)

Agosto de 2009- Foto do ex-prefeito Públio de Almeida Leme é doada para galeria de prefeitos do paço

Foto de Públio de Almeida Melo doada à galeria do prefeito.

A galeria dos prefeitos de Angatuba no paço municipal       Ulysses Turelli,    de   Angatuba, ganhou mais    uma foto para ser acrescentada. Desta  vez é do ex-prefeito Públio de Almeida Leme, que administrou a cidade no ano de 1930. Angatubenses que vão ao paço e apreciam a galeria,    observam que ali   faltam  fotos dos primeiros prefeitos de Angatuba. Nestes quadros existem apenas seus nomes  com o  período em que administraram o município e, dentre esses, faltava o de Públio.

A foto foi doada à prefeitura pela  filha  do  próprio Públio, Maria de Almeida Mello Basile, uma  lúcida senhora de 94 anos de idade. Contatada pelo Jornal de Angatuba, falou  de seu pai com    emoção  e exatidão de dados.

Públio foi  prefeito em  uma época na qual o chefe do Executivo    era   nomeado. Nascido  em  Tatuí, em 14 de janeiro de 1888, morreu em Angatuba no ano de 1962.  Formou-se em Farmácia pela USP em 1907. Logo que chegou a Angatuba  instalou seu estabelecimento, a Farmácia São João, que localizava-se na esquina das ruas Tenente José Marco de Albuquerque e daquela que levou seu nome, Públio de Almeida Melo, ao lado da Lotérica Angatuba.

  Sua filha, dona Maria, que lembrou ao jornal fatos pitorescos envolvendo seu pai e que até hoje afirma ser orgulhosa do caráter e idoneidade de Públio, casou-se com o professor Affonso Basile. É mãe do advogado Márcio Basile e do professor Afonso Basile Filho e avó o atual presidente da Câmara de Angatuba, Afonso Basile Neto.

Matéria publicada no Jornal de Angatuba edição 27/8-9/9 de 2009